O autismo, a pandemia e a Semana Santa – uma questão de CON[S]CIÊNCIA

Um Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo especial, coincidindo com a Sexta-feira Santa de 2021

Neste ano de 2021, a Semana Mundial de Conscientização sobre o Autismo (29 de março a 04 de abril) coincidiu com a Semana Santa e, ainda, com este período em que vivenciamos a pior fase da pandemia do COVID -19 no Brasil.

Hoje, Sexta-feira Santa, 02 de abril, também é o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo e o final da semana de conscientização, 04 de abril, é o Domingo de Páscoa.

Sempre fui de respeitar as coincidências, ou melhor, a chamada sincronicidade. Para mim, o Universo não dá ponto sem nó.

Por este motivo, hoje é um dia ideal para repensarmos a VIDA a fim de desenvolvermos uma maior consciência da nossa “humanidade” como um todo, em comunhão com o próximo e com este planeta.

Que motivos levaram nosso Mestre Jesus a vivenciar tamanho sofrimento? Que ensinamentos Ele nos deixou?

Janela na Catedral de Cromer, Norfolk, na Inglaterra, retratando a Ascensão de Cristo

Há mais de 2000 celebramos sua passagem pela Terra, seu legado de Amor, Tolerância e Compaixão. No entanto, quanto tempo mais levará para colocarmos em prática Seus ensinamentos?

Não basta ter Jesus no coração, exaltarmos seus feitos, se não O tomarmos como exemplo para nossas próprias condutas…

Durante todo este período da pandemia, vimos a intolerância, o ódio, o preconceito, a arrogância, a separatividade e a desigualdade social, dentre outros, crescerem de modo desenfreado. Governantes, políticos, imprensa, cientistas e autoridades de diversas áreas, divididos em suas ideias, cada um querendo impor sua verdade, com relação ao que é certo ou errado, ao que válido ou não, científico ou não, enquanto milhares perdiam/perdem suas vidas direta ou indiretamente em função do vírus.

Onde estão o Amor, incluindo o Amor ao Próximo, a Humildade e a Compaixão? Onde estamos falhando: na CIÊNCIA e/ou na CONSCIÊNCIA?

De modo semelhante, em função deste dia de conscientização sobre o autismo, é importante pararmos para refletimos como estas posturas de intolerância, arrogância com relação a um saber específico, em detrimento dos demais, as polarizações diversas, têm afetado esta comunidade. Que fenômeno é este, presente em todo mundo, que vem impactando a vida de tantas famílias, gerando incertezas diversas quanto ao futuro das novas gerações?

Assim como o agente causador desta pandemia, por mais que tenhamos alcançado um estágio evolutivo avançado na ciência, o autismo ainda é uma condição que desafia a mesma. Até hoje, ninguém consegue afirmar suas verdadeiras causas, sua origem. Não conseguem ou não querem enxergar.

Por outro lado, algumas intervenções terapêuticas, cientificamente aceitas e recomendadas, funcionam para alguns, para outros nem tanto. Cada um é um com; necessidades próprias e conteúdos visíveis e “invisíveis” únicos. Ainda assim, muitos acadêmicos rechaçam outras abordagens terapêuticas por considerá-las sem evidências científicas.  Ou seja, não sabem de fato as causas, mas rejeitam outras áreas do saber que possam somar esforços para trazer esperança, minimizando as incertezas de tantas famílias com relação a um futuro autônomo e funcional de seus filhos.

A Terapia Floral, introduzida pelo médico inglês Dr. Edward Bach, no século passado, têm sido muito útil como intervenção terapêutica complementar às demais existentes e já começa a fazer parte do dia a dia de várias famílias de autistas.

Que postura é esta que a ciência ainda carrega consigo nos dias de hoje? Onde estão o Amor, a Tolerância, a Humildade, a Compaixão e acima de tudo a compreensão da UNIDADE de TODAS as coisas. A Física de Einstein já nos revelou que somos UM. Newton ficou para trás…

Mais uma vez, o que tem acontecido com relação à pandemia também acontece no meio do autismo. O que pode dar certo para alguns pode não “funcionar” para outros. Por este motivo, é importante que cada um tenha a liberdade de escolher o que é melhor para si ou para seus filhos.

Diante deste cenário, me pergunto: o que fizemos em termos de humanidade para que atraíssemos um agente invisível aos nossos olhos, com grande poder de destruição que tem levado tanto sofrimento à população deste planeta, instalando novos costumes, desafiando a ciência e os sistemas de saúde vigentes? Do mesmo modo, o que estamos fazendo em termos coletivos que pode estar por trás desta grande incidência do autismo em todo mundo?

Ah, você é daqueles que acham que a incidência do autismo não está aumentando, que é tudo uma questão da mudança da forma do diagnóstico e do diagnóstico precoce? Bem, sinceramente, eu gostaria de concordar com você nisto…

No entanto, não é isto que tenho visto nestes últimos anos. De modo similar às perdas de pessoas conhecidas, próximas, devido ao COVID-19, hoje está difícil não conhecermos alguém dos nossos relacionamentos que tenha um filho ou neto dentro do chamado Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).

Meu lado Engenheira, me intriga com esta questão: o que faz com que a incidência do autismo em localidades e/ou países como Hong Kong, Coreia do Sul e Estados Unidos seja tão alta? O que eles têm ou fazem em comum?

Dados recentes colhidos pela empresa Statista revelam taxas de incidência do autismo muito elevadas em Hong Kong, Coreia do Sul e Estados Unidos. Como serão estes índices daqui a cinco anos? E como fica o Brasil neste ranking?

Bem, este site de uma empresa alemã, especialista em estatísticas, traz dados alarmantes. Por uma simples regra de três dá para ter noção do que está acontecendo no mundo. Hong Kong sai em disparada com uma taxa de cerca 1 a cada 27 crianças, Coreia do Sul, 1 a cada 38 crianças e Estados Unidos, 1 a cada 45 crianças – em 2020.

No Brasil, em função de toda a dificuldade para a realização do censo demográfico e as medidas que atingiram o IBGE, ainda levaremos um tempo para ter noção da nossa taxa de incidência. A luta continua…

Como estará a incidência daqui a 5 anos? Vocês já pensaram nisto? O que podemos fazer hoje para as gerações atuais e futuras deste planeta?

Voltando a Jesus e a pandemia, lembremo-nos que, segundo relatos dos seus discípulos, este homem curava com as mãos, com Suas palavras, com Sua presença, mesmo sem ter conhecimento da arte da cura. Ele nos mostrou um caminho em direção ao desenvolvimento do potencial humano maior – como seres divinos…  

No entanto, para tal, nosso Mestre era a própria encarnação do Amor, da Tolerância, da Humildade e da Compaixão…Será que conseguiremos ser mais como Ele, juntando estas qualidades as nossas vidas para caminharmos juntos para um futuro mais fraterno, solidário, altruísta e inclusivo?

Depende de nós…

Boa Páscoa a todos!

Que possamos atuar no mundo com Amor, Sabedoria, Tolerância, Humildade e Compaixão para avançarmos em nossa humanidade !

PS – para saber mais sobre o uso das essências florais junto ao público autista, veja a agenda de cursos e/ou a página referente ao Projeto Jardim Azul

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Florais de Saint Germain: Anis e o grande encontro aquariano

Anis, Florais de Saint Germain, florada durante o período do grande encontro aquariano. A sincronidade cósmica se fazendo presente

Estar atento aos sinais, à sincronicidade, é uma atitude que ajuda a nos sentirmos conectados com o Todo, com Cosmos. Afinal, se nossos ritmos biológicos, ditados pela nossa glândula pineal, obedecem ao dia e à noite, ao Sol e à Lua, à luz e à escuridão, como será a influência dos outros astros em nós também?

Entre os dias 11 e 12 (fevereiro 2021), vivemos um grande encontro de astros no céu, no signo de Aquário. Na verdade, ainda estamos vivenciando um “stellium”, na linguagem astrológica. No entanto, nesses dias, Sol, Lua, Mercúrio, Vênus, Júpiter e Saturno estavam todos em Aquário. A mensagem é clara: é hora de apostarmos no novo, nos aventurarmos naquilo que acreditamos para avançarmos…

O grande encontro de fevereiro de 2021 no signo de Aquário envolveu os astros: Sol, Lua, Mercúrio, Vênus, Júpiter e Saturno. Na imagem, o aguadeiro dos deuses, despejando conhecimento e o símbolo do regente de Aquário, Urano

No entanto, esta não é uma tarefa das mais simples. O regente de Aquário, Urano, está num signo teimoso também: Touro, e num aspecto tenso com Saturno. Não está sendo fácil para ele, vencer o ego da humanidade, acostumado a sistemas de crenças arcaicos, separatistas e preconceituosos nas variadas áreas, que levaram o mundo a este caos que estamos vivendo e, ao mesmo tempo, implantar o novo de forma ponderada.

No entanto, é importante lembrar que a descoberta de Urano (1781), regente de Aquário, causou um “rebu” no mundo científico, físico astronômico, e político social da época. 

Em termos científicos, físico-astronômicos, acreditava-se que o nosso sistema solar ia só até Saturno: último planeta visível a olho nu, o que fundamentava um sistema de crença materialista, saturnino, limitante = “ver para crer”.  Que nada!! Apesar de invisível aos nossos olhos, Urano estava lá, para quem tinha um telescópio potente para ver.

Pelo lado político social, a humanidade clamava por Igualdade, Liberdade e Fraternidade: o famoso lema da Revolução Francesa (1789 – 1799).

O sistema solar, como conhecemos atualmente, com os planetas, invisíveis a olho nu, além de Saturno

Mais de duzentos anos depois, como estamos com relação a estes ideais e sistemas de crença científicos?  Você ainda é daqueles que só confiam naquilo que pode ver, tocar ou medir quantitativamente? Como você se relaciona com o mundo invisível?

Bem, Aquário é o novo, é o não convencional, é a ciência e a tecnologia mas, acima de tudo, é o conhecimento do ser humano como indivíduo em sua totalidade, em sua singularidade, e por tanto, o respeito a nossa diversidade. 

A ciência atual, a física dos séculos XX e XXI, já provou que somos todos UM: ninguém melhor do que o outro, visível e invisível caminhando juntos, ser humano e natureza um só.  A consciência de que somos um com o Todo nos impele a sermos solidários e fraternos em todas as áreas da vida. É chegada a hora de colocarmos esta consciência em prática.

Bem, tudo isso, porque, nesta última semana, as flores do Anis, floral de Saint Germain, começaram a se abrir no meu “pedacinho de céu”. Anis, esta essência que favorece os ajustes entre nossas partes invisível e visível, para que possamos nos lançar na vida sem medo e fazer aquilo que viemos aqui para fazer.

Anis, a essência floral que trabalha os ajustes entre nossas partes invisível e visível, para que possamos nos lançar na vida sem medo, e fazer aquilo que viemos aqui para fazer. Promove arrojo para se soltar na vida.

É hora de caminharmos em direção ao novo!

Observações adicionais – A planta que dá origem ao floral Anis é uma “prima” do manjericão-comum (Ocimum basilicum), família Lamiaceae, gênero Ocimum. Sua classificação botânica está sendo confirmada. Possivelmente, é o popular Manjericão-anis (Ocimum selloi), conhecido também por alfavaca-anis, alfavaca anisada, anis, anis do campo, aniseto, atroveran, alfavaca do mato, originário do Brasil.( https://sabordefazenda.com.br/produto/aniseto/)

Difere totalmente do anis estrelado, Illicium verum, e da Pimpinella anisum embora tenham usos culinários e medicinais semelhantes.

Consulte a agenda de cursos para saber mais!

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2020 – um ano dedicado ao público autista

Minha rápida e inesperada apresentação no Encontro da Associação Britânica de Essências Florais e Vibracionais ficou registrada na edição da primavera de Essence e daria a tônica de todo o meu ano de 2020

Dizem que “Deus escreve certo por linhas tortas”. Definitivamente, creio que este ditado se aplica a todos nós que vivenciamos uma grande reviravolta nos planos que traçamos para o ano de 2020, em função da pandemia do COVID-19. A percepção de que existe algo muito maior, guiando nosso caminho, nunca foi tão clara. Não importa o que tenha sido. Estamos todos sendo redirecionados para o cumprimento do nosso plano divino.

No meu caso, uma temporada prevista de três meses no exterior, para escrita, treinamentos e estudos de campo, foi interrompida bruscamente, em menos de uma semana, com a ameaça do fechamento dos aeroportos, tanto do Brasil como do exterior/Inglaterra. Vivi uma espécie de evacuação de guerra, antecipada por um sonho muito nítido. Com isto, por mais que tenha sido difícil aceitar e acreditar no que estava acontecendo, sabia que teria que voltar para o Brasil, o mais rápido possível. Tampouco teríamos condições de realizar os treinamentos de campo. O mundo estava entrando em “lockdown”. Tanto o Bach Centre como a Healingherbs estavam fechando as portas…

No entanto, minha curtíssima temporada não foi em vão. De tudo que planejei fazer na Inglaterra, terminei fazendo uma coisa que não estava nem prevista e que viria a ser a tônica deste meu ano de 2020 (com certeza, também do restante da minha vida!): fui convidada a falar “de supetão” sobre minha experiência com o uso das essências florais para o público autista, no encontro da Associação Britânica de Essências Florais e Vibracionais (BFVEA), que aconteceu no final de semana, logo em seguida a minha chegada.

Grupo de participantes do encontro da BFVEA, realizado no belo Woodside Conference Centre

Minha fala durou menos de dez minutos. No entanto, foi suficiente para alertar os colegas ingleses sobre a crescente incidência do autismo no mundo e a importância das essências florais como catalisadores para o desenvolvimento maior deste público. Foi emocionante pois, dentre os participantes, havia, pelo menos, cinco pais de crianças autistas, já terapeutas florais, em busca de mais informações sobre o assunto. Depois disto, fiquei rodeada de gente o tempo todo. Deixei o encontro com a promessa de enviar as informações sobre um workshop presencial, que faria sobre o assunto, no início de maio.

Bem, presencial não deu para ser… O fim da minha temporada começou a ser delineado assim que cheguei de volta à casa onde estava hospedada… Europa e Estados Unidos fechando fronteiras, viajantes que não conseguiram embarcar, supermercados com prateleiras totalmente vazias…

Enfim, de volta ao Brasil, e após alguns dias para me recuperar/digerir tudo que eu havia vivenciado neste curto período no exterior, comecei a colocar a cabeça para funcionar…Como poderia ajudar ao próximo sendo idosa/grupo de risco e, ainda por cima, recém chegada do exterior? Como seria o isolamento social para as famílias de autistas, especialmente, as de baixa renda, onde muitas vezes, o espaço é tão limitado?

Antes de embarcar eu havia deixado tudo organizado na AAMPARA para dar continuidade ao tratamento do público lá atendido. Uma nova terapeuta floral, Aline Arboit, havia-se juntado a mim para atender as mães e fazer a ponte entre mim e elas com relação as crianças sob meus cuidados.

No entanto, a AAMPARA também fechou. Os kits de florais ficaram lá. Como iríamos refazer os florais, do público atendido, no período de isolamento? Precisávamos encontrar um jeito de retirar os kits de lá e encontrar um meio seguro de dar continuidade ao atendimento floral. Não podíamos interrompê-lo numa fase tão difícil. Seria possível ajudar outras famílias também?

A preocupação em não interromper o tratamento floral dispensado ao público atendido na AAMPARA, desde 2017, foi o que deu origem ao lançamento da Ação Floral Solidária TEA

Foi quando percebi que era preciso pedir ajuda, juntar parceiros… E aí, numa reunião com Gisele Borges, minha ex-aluna, hoje terapeuta, educadora floral e administradora da farmácia Apparenza, de Curitiba, e Aline Arboit, meu braço direito na AAMPARA, estruturamos a Ação Floral Solidária TEA ( https://cosmosdrops.wordpress.com/acao-floral-solidaria-tea/ )

Após semanas de planejamento e reuniões com as terapeutas florais voluntárias, a Ação Floral Solidária TEA foi lançada no dia 01 de maio.

Os kits da AAMPARA seriam transferidos temporariamente para a farmácia (obrigada, Michele França!!), que se encarregaria de preparar as fórmulas florais indicadas pelos terapeutas. A continuidade do serviço de Terapia Floral prestado de forma gratuita para a AAMPARA estava garantida. Por outro lado, a generosidade dos proprietários da farmácia, nos permitiu estender o tratamento floral, com valores mínimos, a outras famílias de autistas também, , que buscaram ajuda dos terapeutas da ação.

E o workshop que eu daria na Inglaterra? Bem, este foi só sobre os Florais de Bach, em função de sua maior representatividade no mundo. Foi realizado on-line, via plataforma zoom, com a parceria de Solange Carneiro (Land of Reiki & Aroma) juntando terapeutas de diferentes países: Índia, Islândia, Suécia e Reino Unido. Dentre estes, vários são practitioners pelo Bach Centre, incluindo uma professora de nível três, além de algumas colegas que estavam presentes no encontro da BFVEA.

O workshop que seria presencial, terminou vindo para o formato on-line e reuniu terapeutas florais de diferentes países – uma iniciativa pioneira para o público de língua inglesa. Um marco para ancorar esta vertente do legado do Dr. Edward Bach para o futuro

Possivelmente, este workshop foi o primeiro na língua inglesa a abordar este tema – um grande marco deste ano de 2020, promovendo esta vertente do legado do Dr. Bach.

Superamos a interferência de um vendaval que atingiu o Sul do Brasil, num dos dias e, creio que, também a resistência por parte de terapeutas de aplicarem o conceito de liberdade na obra do Dr. Bach. Só tenho a agradecer a todos que participaram e, especialmente, à Sol, Solange Carneiro, pela oportunidade de compartilhar minha experiência: compaixão, conhecimento e liberdade caminhando juntas…

Nosso primeiríssimo workshop sobre o uso dos Florais de Bach para o público autista reuniu terapeutas de diferentes países: Suécia, Índia, Islândia e Reino Unido

Seguem alguns testemunhos:

Well organised and efficient event. A very passionate speaker who shared some interesting perspectives and insight into autism which furthered my understanding of this condition and will help in future contact with these clients.

“Um evento bem organizado e eficiente. Uma palestrante muito apaixonada que compartilhou algumas perspectivas e insights interessantes sobre o autismo que expandiram minha compreensão sobre esta condição e ajudará no contato futuro com esses clientes”

Maggie Evans

Really enjoyed it….. thanks for your experience and inspiration Rosana. Even the wind effects were not too bad, so I didn’t miss anything.

“Eu, realmente, gostei…Obrigada por sua experiência e inspiração, Rosana. Até os ventos não foram tão ruins… de modo que não perdi nada”

Kate Quartermaine

I had an excellent experience with Solange hosting a two days online training. All instructions came through clearly. Despite some technical difficulties, due to weather interference, the training continued with little interruption. Despite the geographical difference between the trainer and the recipients, everything went very smoothly. The content of the training was excellent. I will definitely be returning for more!

“Tive uma excelente experiência com Solange, organizando este treinamento online de dois dias. Todas as instruções vieram claramente. Apesar de algumas dificuldades técnicas, devido à interferência do tempo, o treinamento continuou com poucas interrupções. Apesar da diferença geográfica entre o formador e os participantes, tudo correu muito bem. O conteúdo do treinamento foi excelente. Eu definitivamente voltarei para saber mais!

Emma Nixon

Por outro lado, além das reuniões e supervisões para o time de terapeutas da Ação Floral Solidária TEA, continuei, dentro do meu possível, atendendo os pais que procuraram ajuda via Projeto Jardim Azul. As contribuições que chegaram/chegam para a AAMPARA via o PJA foram/são fundamentais para ajudar a manter as portas abertas da instituição e, em alguns meses, também foram revertidas para a compra de cestas básicas para as famílias mais necessitadas. Sou profundamente grata a algumas mães que decidiram contribuir para a AAMPARA regularmente, e não apenas, por ocasião das mudanças das fórmulas para seus filhos.

Dentro do meu possível, ainda consegui atender algumas crianças via Projeto Jardim Azul

Aproveito para esclarecer que nem sempre dou conta de ver/responder todos os pedidos que me chegam, incluindo pedidos de consultas particulares à distância. Todos os dias, descubro alguém que me enviou uma mensagem por meios que nem sei navegar. Às vezes, descubro mensagens antigas – de meses atrás. Peço desculpas por não chegar a todos e adianto que estou estudando meios de ampliar o atendimento via Projeto Jardim Azul.

Quanto a Ação Floral Solidária TEA, no início deste mês de dezembro fizemos uma “live” para compartilhar seu desempenho. Na verdade, enfrentamos muitos desafios: da oposição por parte de autoridades em autismo, desconhecedores dos princípios e da natureza física dos florais ao comprometimento com o tratamento floral. Veja o vídeo para saber mais: https://youtu.be/-Ae1ukQRSGA

Live da Ação Floral Solidária TEA
Parte do público presente na live

Embora tenhamos alcançado todas as metas traçadas pela ação, ainda há muito o que fazer em termos de informação aos pais e aos demais profissionais que atuam na aérea do autismo. A implantação e a aceitação de um novo paradigma de cura e da abordagem do ser humano em sua totalidade, não se dá de uma hora para outra. É preciso paciência e perseverança.

Esclarecendo o novo paradigma de cura

Ao mesmo tempo, os testemunhos de mães que deram continuidade ao tratamento floral em seus filhos, só nos fazem ter a certeza de que estamos lidando com uma ferramenta complementar maravilhosa para estimular o desenvolvimento do potencial maior do autista de forma segura e natural. Assim, sigamos!

Meu agradecimento especial a todos apoiadores desta ação que viabilizaram a preparação das fórmulas florais em outras cidades/estados contempladas(os):

O uso das essências florais para o público autista é uma prática terapêutica que precisa ser acessível a todos, independente de sua condição financeira. Precisamos colher dados da atuação dos florais nos autistas para que estes possam ser oferecidos de forma igualitária e complementar em ambulatórios e/ou instituições voltadas para este público. A Terapia Floral já faz parte da Política de Práticas Integrativas e Complementares do SUS, no Brasil.  Cabe a nós criar a demanda para este serviço.

Bem, em resumo, 2020 foi o início do resto da minha vida – uma vida cujo propósito maior foi-se configurando aos poucos,  desde o aprendizado de línguas estrangeiras a minha formação em Engenharia Química (invenções)  e na Terapia Floral  – um propósito de levar esperança à famílias de seres sensíveis que vieram para ensinar a humanidade a aceitar/respeitar as diferenças, a ouvir o não dito, a enxergar além do visível e amar infinitamente.

O bom é que a conjunção Júpiter/Saturno em Aquário está aí para que possamos implantar o novo. A Luz sempre vence. Já venceu!

Portanto, que venha 2021, repleto de Luz!

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Bobbie (Evelyn Bach Varney) – a filha do Dr. Edward Bach

Soy Bobbie o presente

A chegada do meu presente – o livro de memórias da filha do Dr.Edward Bach, com comentários dos pesquisadores Eduardo Grecco e Amparo Treig

No final de junho, recebi um presente daqueles inesquecíveis: o livro de memórias da filha do Dr. Edward Bach, com comentários dos pesquisadores Eduardo Grecco e Amparo Treig ( Ediciones Continente, Buenos Aires, 2019) .

Minha maior surpresa foi a rapidez do correio da Suiça para o Brasil, já que sabia que o presente havia sido enviado pela querida amiga Ana Cristina Zeidan, há poucos dias. Cris esteve no lançamento do livro, num congresso, em Barcelona, no final de fevereiro. Como iríamos nos encontrar logo após, tanto na Inglaterra como na Suiça, ela resolveu comprar um exemplar para mim também.

Ana Cristina Zeidan e Rosana Souto

Ana Cristina Zeidan e eu embaixo de um grande carvalho, na Suiça

No entanto, diante de toda reviravolta que vivenciamos em função da pandemia do COVID-19 e o meu retorno súbito para o Brasil, a alternativa para que o livro chegasse as minhas mãos foi o tradicional correio – depois que os aeroportos da Europa reabriram!!

Foi uma grande alegria recebê-lo! Eu estava ávida para ler as memórias de Bobbie.  Desde o início de minha jornada com as essências florais, sabia que o Dr. Bach havia tido uma filha. O livro de Gregory Vlamis, Rescue – Florais de Bach para alívio imediato, lançado pela editora Roca, em 1992, trazia já algumas fotos inéditas dele com ela, do acervo pessoal de Evelyn. Só não sabia que ela tinha escrito suas memórias sobre este pai também.

Ao longo de todos este anos, sempre me perguntei como seria a visão desta filha sobre seu pai, que a deixou para dedicar-se as suas pesquisas médicas, e, do mesmo modo, como teriam sido os bastidores emocionais deste homem, em função desta escolha, para que pudesse atender a um chamado maior.

Por este motivo, chorei muito ao ler as memórias de Bobbie. Sua visão deste pai não é muito diferente daquela de outros filhos de personalidades famosas: cientistas, estadistas, escritores, ativistas, dentre outros – os “pais” e as “mães” do mundo, que se dedicam ou que dedicaram de corpo e alma a um propósito maior, muitas vezes negligenciando sua própria família. Enquanto o mundo louva estes pais, na maioria das vezes, seus filhos lidam com os sentimentos de abandono, rejeição, mágoa, carência, decepção, dentre outros….Tudo que não esteja de acordo com o Plano Divino traçado para estes seres. Com Bobbie não foi diferente…

Suas memórias são entremeadas por comentários de Eduardo Grecco e Amparo Treig que empreenderam uma pesquisa documental minuciosa para contextualizar e esclarecer algumas passagens relatadas por ela. Uma vez que, praticamente, só conviveu com seu pai quando muito pequena, alguns trechos geram dúvidas. Por este motivo, o trabalho de Amparo e Eduardo é/foi fundamental.

No entanto, este livro só foi possível, devido as buscas empreendidas por Gregory Vlamis,  no final da década de 1970, para localizar a família remanescente do Dr. Bach, especialmente, sua filha ( BARNARD, Julian –  After Bach, FRP, 2017 ). Só agora, a neta de Bobbie e bisneta de Edward Bach, Caroline Varney-Bowers, decidiu  liberar as memórias de sua avó ao público maior, via Eduardo e Amparo.

Gregory Vlamis & Bobbie livro Rescue

Rescue, um dos  livros de Gregory Vlamis – o homem que descobriu a filha de Edward Bach e publicou fotos do seu acervo pessoal e outros materiais inéditos sobre o Dr. Bach. Este livro foi publicado em vários idiomas, assim como outro de sua autoria – Remédios Florais de Bach para  animais, uma co-autoria com Helen Graham

Gregory Vlamis é um norte-americano de origem grega.  Foi por meio de um telefonema dele ( Vc é a filha do Dr Edward Bach?), entre 1978-1979, que Bobbie soube que seu pai tinha ficado famoso. Ela e Gregory se corresponderam por muitos anos e trocaram muito material sobre o Dr. Bach.  Foi em função do seu contato com Vlamis que Bobbie decidiu, então, escrever suas memórias. Ele a visitou várias vezes. Gregory também localizou a irmã do Dr. Bach, Mary Hayden, com quem colheu lembranças e arquivos da família de origem.

Quanto a Bobbie, ela passou dos 6 aos 17 anos em internatos, possivelmente um costume comum entre as famílias mais abastadas daquele tempo.  Seus pais, não se sabe ao certo, não moraram juntos por muito tempo.  Correspondia-se regularmente com eles, mas não os via – nem no Natal. Enviavam-na muitos presentes, que ela adorava. No entanto, também não passava férias com eles – sua criação foi totalmente conduzida por professores, tutores e outros.

Soy Bobbie detalhe da capa

Detalhe da capa do livro com Edward Bach e sua filha Bobbie

Depois  que o Dr. Bach não teve mais condições financeiras para pagar sua educação, a família de sua mãe, especialmente, sua avó, assumiu as despesas. No entanto, não deu para ela permanecer até o final da formação. Aos 17 anos precisou deixar o internato, indo morar com a mãe e avó. A última vez que Bobbie viu seu pai, ela tinha entre 13 ou 14 anos. Ele a pegou um dia, num dos internatos que frequentou, para levá-la ao zoológico. Depois, não o veria mais. Só viria a saber de sua morte, em 1936.

O relato de Bobbie é a sua versão deste pai a partir das lembranças de menina e adolescente.  No entanto, sua mãe também foi ausente. Pelo que se deduz, Kitty, não era muito chegada à maternidade nem as funções de uma dona de casa da época. Enquanto Edward Bach mergulhava em sua pesquisa médica, não sabemos como Kitty vivia e suas razões para não conviver com sua filha todos estes anos. Felizmente, a acolheu depois do último internato.

Estranho é o fato de os seguidores de Edward Bach terem ocultado tanto de sua vida pessoal. Com certeza, pode ter tido o objetivo de não macular sua imagem. Até hoje, no Bach Centre, não encontramos praticamente nada sobre sua família de origem (a não ser as menções no livro de Nora Weeks), tampouco sobre seus descendentes e Mary Tabor, que fazia parte do seu time de assistentes. ( Vide: https://cosmosdrops.wordpress.com/2014/11/02/rhona-margaret-tabor-ou-simplesmente-mary-tabor-fiel-colaboradora-de-edward-bach/

Por outro lado, sabemos que Dr. Bach morreu pobre e deixou um testamento, passando para Nora Weeks, não só a responsabilidade pela manutenção de sua obra, mas também todos os direitos sobre a mesma. Nora não deixou herdeiros e, junto ao amigo Victor Bullen, lutou bastante para conseguir fazer a obra do Dr. Bach chegar até nossos dias. Não sei dizer como foram os termos passados por Nora Weeks para seus sucessores, os irmãos Nickkie Murray e John Ramsell, pai da atual curadora Judy Howard.  No entanto,  anos depois de sua morte, os florais de Bach terminariam virando objeto de vendas milionárias e de disputas judiciais acirradas para fazer valer a vontade do Dr Bach quanto a liberdade para a preparação dos seus famosos produtos (BARNARD, Julian –  After Bach, Flower Remedy Programme, 2017). Sem dúvida, os curadores do Bach Centre tiveram e têm seus próprios motivos para não expor o fato de Edward Bach ter  descendentes.

Bach Centre com suas salas museu

Aspecto do Bach Centre com detalhes de suas salinhas “museu”

No entanto, como diz sua bisneta Caroline, “é tempo de permitir que o verdadeiro Edward Bach emerja”. Sem dúvida, o simples fato de Evelyn existir traz uma luz a mais para entendermos o homem e sua obra.

Minha grande admiração por Edward Bach sempre foi por considerá-lo um ser humano como todos nós e, portanto, imperfeito, vulnerável. Seus excessos e escolhas, suas dúvidas, suas dores físicas e emocionais fizeram parte do seu aprendizado terreno e de suas descobertas como médico, ajudando-o a desenvolver seus remédios florais e a filosofia que norteia seu trabalho. Bach foi ao mesmo tempo o doente, o curador, o homem e o sábio.  Por este motivo, ele continua sendo minha inspiração.

Coincidentemente, no final da semana que o livro chegou, Eduardo Grecco iria participar de um evento on-line no Brasil (Summit Floral, organizado por Ana Maria Azevedo Santos, da Wicca Centro de Terapias). A princípio, o tema de sua palestra seria sobre a jornada de Bach, mas ele terminou nos brindando com mais informações sobre a filha do Dr. Bach e seu livro de memórias – um outro presente inesquecível.

Soy Bobbie Eduardo Grecco no Summit floral

O “Maestro” Eduardo Grecco em sua palestra no Summit floral, organizado pela Wicca Centro de Terapias, conduzindo-nos numa reflexão sobre a contribuição de Bobbie  para a obra de seu pai.

Minha gratidão a Eduardo Grecco, Amparo Treig,  a todos que puderam unir, enfim, Bobbie a seu pai, resgatando sua importância para a obra do Dr Bach, e a querida Ana Cristina Zeidan, por fazer chegar a mim suas memórias.

Bobbie morreu aos 98 anos, em 2014. Por meio deste livro, agora sabemos que o Dr. Bach tem netos e bisnetos circulando no Reino Unido: uma forma de honrar sua filha e seus descendentes.

Para aqueles que quiserem conhecer Bobbie e saber um pouco mais como foi esta iniciativa de publicar suas memórias a partir de depoimentos de Eduardo Grecco, Amparo Treig e Caroline Varney-Bowers,  seguem os links de pequenos vídeos disponíveis no Youtube.

Aproveitem!!

 

 

 

P.S – Para aqueles interessados em adquirir o livro, seguem os contatos da Ediciones Continente:

www.edicontinente.com.ar

info@edicontinente.com.ar

 

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Heather (Florais de Bach) – uma essência floral chave para o desenvolvimento maior do autista e para a evolução da humanidade

Heather Rosana Souto 3

As pequenas flores de Heather (Calluna vulgaris)

Heather é um dos florais mais impopulares de todo sistema Bach. Ninguém, de bom grado, quer admitir precisar dele, pois: quem gostaria de se ver retratado na descrição abaixo, fornecida pelo próprio Dr. Bach?

HEATHER  (Calluna vulgaris) – Aqueles que procuram a companhia de quem quer que esteja disponível, porque acham necessário discutir seus próprios problemas com os outros, não importa com quem seja. Ficam muito entristecidos se tiverem que ficar sozinhos, seja por quanto tempo for. (grifos meus)

(Edward Bach – Cura-te a ti mesmo)

Por conseguinte, como pensar que esta essência floral poderia ser útil ao autista, quando uma das áreas comprometidas no chamado Transtorno do Espetro do Autismo, é justamente a interação social, incluindo os déficits na comunicação verbal?

Por este motivo, é importante conhecemos os Florais de Bach e demais sistemas florais profundamente, antes de nos aventurarmos a escolhermos as essências para nós mesmos ou indicarmos para terceiros, principalmente para este público de seres tão sensíveis.

A questão é que toda planta apresenta um equilíbrio perfeito entre sua qualidade de cura sutil e o oposto a esta, ajudando-nos a desenvolver este equilíbrio em nós mesmos.

A pessoa em estado negativo de Heather, tal como apresentado na descrição acima, não consegue ficar sozinho(a), em silêncio, consigo mesmo(a). Precisa ter a companhia constante de alguém para falar, falar e falar, muitas vezes, deixando seu interlocutor tonto. Ninguém gosta de ficar perto de uma pessoa Heather… Ela suga nossa energia e precisa  sempre ser o centro das atenções: seus problemas são os maiores do que os de todos os seres do mundo…

Heather na Escócia Rosana Souto

Heather cresce de Portugal à Escócia e, por onde passa, suga todos os nutrientes do solo

O que as pessoas que agem assim têm em comum com o autista? Ora, o que aproxima o extrovertido do introvertido em demasia é que ambos, de uma forma ou de outra,  sempre terminam sendo o centro das atenções – em qualquer lugar que estejam; no mundo, na família, nas escolas, num relacionamento…. Tudo gira em torno das pessoas “ensimesmadas” ou, de certa forma,  egocêntricas e/ou egoístas – pessoas que querem tudo para si ou são unicamente voltadas para si mesmas, para seus problemas, sem sequer enxergar, escutar ou ajudar ao próximo.

Heather em vaso no Bach Centre

Heather em vaso, no Bach Centre

O autista não têm consciência deste padrão – age em função de seu comprometimento neurológico. No entanto, assim como aqueles no estado negativo de Heather, termina sendo o centro da atenção de todos . Por este motivo, Heather tem sido muito útil para este público também,  favorecendo a interação social dos mais retraídos, o desenvolvimento da fala, a tendência a ecolalia, bem como outros hábitos típicos de um comportamento autocentrado.

No entanto, há uma outra questão que envolve Heather e a grande profusão de seres autistas, vindos nestas últimas décadas. O que eles estão nos mostrando? O que eles têm para nos ensinar – não só em nossos lares, mas em todo planeta?

De que sofre a humanidade? Por que precisamos ficar em casa nesta época do COVID 19? É só por nós mesmos? O que estamos fazendo para o próximo e para o planeta?

Dentre as causas pesquisadas com relação ao aumento do autismo (embora muitas autoridades ainda contestem, até que existe aumento!), está a questão dos fatores ambientais (poluentes do ar e do solo).  O autista de hoje é um tanto diferente do autista de outrora, daí serem enquadrados num espectro de manifestações. Estes seres que vem atraindo a atenção de todos com seu jeito de ser, trazem um ensinamento muito maior para a humanidade – um ensinamento de amor, de respeito à diversidade, de humildade, compaixão e de cuidado ao próximo.

Por este motivo, Heather é a essência fundamental não só para eles, mas para todos nós. É ela que nos ajuda a equilibrar o dar e o receber, o falar e o escutar para acolher não só nossas necessidades, mas as daqueles em sofrimento também. É ela que nos ajuda a desenvolver a compaixão e a solidariedade para com o próximo com vistas a um mundo mais fraterno e justo.

Rosana em meio à Heather Abergavenny

Eu em meio à Heather, nas colinas de  Abergavenny, País de Gales

P.S – Devido à grande sensibilidade do autista, todo tratamento floral precisa ser acompanhado por um terapeuta floral experiente e capacitado para atender este público. A Ação Floral Solidária TEA ou o Projeto Jardim Azul continuam ativos e prontos a atender quem deseja experimentar o que esta terapêutica natural e gentil tem a oferecer ao público autista.

Para aqueles que desejarem aprofundar-se no uso das essências florais para este público, segue o link do meu curso à distância na plataforma da Healing Florais.

https://healing.com.br/loja/cursos/autismo-essencias-florais-na-qualidade-de-vida-de-pessoas-com-transtorno-do-espectro-autista-e-seus-familiares-aborda-sistema-bach-saint-germain-e-california

Para saber mais sobre a abordagem da Terapia Floral no autismo, acesse o vídeo” O uso dos florais na Educação e no Autismo”, na página dos vídeos.

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Ação Floral Solidária -TEA

Ação Floral Solidária - TEA Coordenação Rosana Souto

As essências florais como apoio ao público autista durante a quarentena do COVID-19  – Coordenação: Rosana Souto

Consciente do alto nível de estresse vivenciado pelas famílias de autistas, neste período de quarentena em função do COVID-19, a terapeuta e educadora floral, Rosana Souto, mobilizou-se para criar uma rede de terapeutas para o atendimento voluntário gratuito a autistas e seus familiares.

Há três anos, a Terapia Floral faz parte da rotina do público atendido na AAMPARA – Associação de Atendimento e Apoio ao Autista, de Curitiba, com resultados positivos, tanto em relação aos autistas como a seus familiares, especialmente as mães.

Desenvolvida na década de 1930, pelo médico inglês Dr. Edward Bach, a Terapia Floral hoje está presente em quase todo o mundo, sendo recomendada pela Organização Mundial da Saúde. No Brasil, foi incluída na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares oferecidas pelo SUS (Serviço Único de Saúde) através da Portaria nº 702, de 21 de março de 2018, do Ministério da Saúde.

Por seu conceito inovador, livre de princípio químico ativo, as essências florais são muito seguras para serem dispensadas ao público autista. Além disto, seu uso pode ser realizado de diferentes formas:  por meio da ingestão oral, na palma das mãos, através de álcool gel ou outro veículo carreador, ou ainda, aspergidas no ambiente.

Há quinze anos, Rosana Souto adentrou o universo autista em função dos resultados obtidos com um cliente adulto.  Desde então, vem difundindo a Terapia Floral como uma prática complementar para o desenvolvimento maior deste público. Nesta ação, atuará como supervisora das terapeutas que se voluntariaram para este serviço solidário.

Objetivo

Esta iniciativa tem como objetivo maior oferecer ao público autista e seus familiares, um suporte floral emergencial individualizado para favorecer o convívio doméstico, durante o período de quarentena imposto pela pandemia do COVID-19.

Farmácias parceiras

A fim de viabilizar esta ação com mais segurança para todos, inicialmente, foram feitas parcerias com algumas farmácias, que ficarão encarregadas da preparação dos florais indicados pelas terapeutas:

Apparenza Farmácia de Manipulação – Curitiba e região metropolitana

Botticarium Drogaria e Farmácia de Manipulação Ltda – Santa Catarina (todo o estado)

Desde já, agradecemos à Gisele Borges, pedagoga e terapeuta floral, gerente geral da Apparenza, e à Dra. Neuza Fernandes (CRF/SC 12 186), farmacêutica responsável pela Botticarium, por este ato compassivo.

As condições firmadas com estas as farmácias variam de acordo com a região e visam, tão somente, tornar os florais mais acessíveis a este público durante o período da quarentena. Por outro lado, quaisquer despesas com a preparação e/ou entrega dos florais são de inteira responsabilidade do interessado.

 Como aderir

Para participar desta ação solidária, o público interessado deverá contatar primeiro UMA das terapeutas da listagem a seguir, que verificará sua disponibilidade para o atendimento e/ou   encaminhamento do interessado a outra colega.

Adriana C. Kososki – Terapeuta Floral e Consteladora Familiar – Contato: 41 98791 0369 (Whatsapp).

Aline Arboit – Terapeuta Floral – Contato: 41 9965 3070 (Whatsapp)

Ariana Bordinhão –Terapeuta Floral e Professora – contato: 41 9907 0260 (Whatsapp)

Janaina Barros – Terapeuta Floral e Integrativa (RT 9095052). Contato: 41 99615 9030 (Whatsapp)

Janaina Maurell Gomes – Terapeuta Floral Pleno (CONAFLOR 02.357.2024/2018). Contato: 48 99982 3477 (Whatsapp).

Marianita Scheuer Pereira – Terapeuta Floral Pleno ( RIOFLOR/CONAFLOR 426 ). Contato: 47 99943 2983 (Whatsapp).

Margarete Martins – Terapeuta Floral. Contato: 41 98417 6310. (Whatsapp).

Rejany Brustolin – Terapeuta Floral (RT 9094983). Contato: 41 99679-8667 (Whatsapp). Atendimento a combinar.

Vladicélya Dantas – Terapeuta Floral e Reiki (RTA 9094622). Contato: 41 99143-5300 (Whatsapp).

As terapeutas participantes contarão com a supervisão de Rosana Souto, idealizadora desta ação. Rosana é Autora, Educadora e Terapeuta Floral (RIOFLOR/CONAFLOR 421), fundadora do Projeto Jardim Azul, Terapeuta e Pesquisadora voluntária na AAMPARA – Associação de Atendimento e Apoio ao Autista, Curitiba. Contato: 41 99234 3336 (Whatsapp).

 Sobre a amplitude da ação

O público autista de diferentes regiões do país poderá se beneficiar desta ação solidária, no entanto, as condições diferenciadas para o fornecimento dos florais, em função de cada região, são válidas apenas para as farmácias parceiras, tal como anteriormente mencionadas.

Prazo de duração da ação

A ação solidária será realizada enquanto durar o período de isolamento social/quarentena recomendado pelas autoridades dos municípios e/ou estados do País. Após este, caso a pessoa queira dar continuidade ao uso dos florais, deverá entrar em contato diretamente com a terapeuta que lhe atendeu para ver esta possibilidade.

                                      Que possamos sempre ter alegria e gratidão em nossos corações já          que o Grande Criador de todas as coisas, em Seu Amor por nós,  colocou nos campos as plantas para nossa cura.”

Edward Bach, (Cura-te a ti mesmo )

 

P.S – Para saber mais sobre a abordagem da Terapia Floral no autismo, acesse o vídeo” O uso dos florais na Educação e no Autismo”, na página dos vídeos.

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A dispensação dos florais em álcool gel – ajuda emergencial para aqueles que estão na linha de frente/Dispensing flower essences through hands sanitizers – an emergencial option for those who are on the front line

Florais no alcóol gel

Há alguns anos quando intui a necessidade de preparar os florais em álcool gel para facilitar a dispensação dos mesmos ao “meu” público autista, não poderia imaginar que hoje, esta seria uma das maneiras mais viáveis para assistir nossos irmãos, que precisam sair de casa ou que estão na linha de frente dando o seu melhor para salvar vidas.

A few years ago when I felt the need to prepare flower essences blends in alcohol gel to dispense them to autistic people, I could not imagine that today, this would be one of the most viable ways to assist our brothers who need to leave home or who are on the front line doing their best to save lives.

A preparação segue a mesma recomendação para os frascos de dosagem para uso oral. No entanto, aqui, utilizamos o álcool gel puro e pingamos as gotinhas direto do frasco de floral concentrado (estoque) de acordo com a necessidade da pessoa.

The preparation follows the same recommendations for dosage bottles to be used orally. However, here, we use pure gel alcohol as a preservative to add the flower essences drops straight from their stock bottles according to the person’s need.

Nesta fase de grandes desafios, é importante trabalharmos com essências que elevem o padrão vibratório da pessoa, afastando o medo do contágio e/ou o medo da morte e promovendo a esperança, a fé no futuro.

In this challenging time, it is important to work with essences to raise the person’s vibratory pattern, in order to keep the fear of contamination and/or fear of death away and to promote hope, faith in the future.

Que possamos ajudar também estes guerreiros com as belas vibrações das flores de todo mundo!

May we be able to assist thse warriors with the beautiful vibrations of flowers of the whole world!

P.S – por favor, veja também: https://cosmosdrops.wordpress.com/2020/03/27/os-florais-de-bach-em-tempo-do-covid-19-a-sincronicidade-da-natureza-para-nosso-auxilio/

 

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Os Florais de Bach em tempo do COVID-19 – a sincronicidade da natureza para nosso auxílio

Uma semana já isolada em casa, no Brasil, ainda me pego tentando entender rapidez dos fatos que se sucederam desde o meu embarque para e retorno da Inglaterra. Em nenhum momento, pensei que voltaria as pressas ou que minhas “viajantes”, que iriam na semana seguinte, nem conseguiriam embarcar. A ameaça do COVID -19 parecia tão distante!

Que nada! Foi só chegar no aeroporto de Heathrow que comecei a sentir algo, realmente, estranho. Nunca passei tão rápido pela fila de imigração! Não tinha quase ninguém a minha frente!

Dali em diante, fui ficando atenta…Quase nenhuma loja aberta no saguão do desembarque. Tudo vazio, tranquilo demais.

Para completar, a primeira florada dos Florais de Bach que avistei, assim que o ônibus pegou a estrada, que me levaria à cidadezinha onde iria ficar, foi Gorse. Nossa!! Nunca havia reparado a quantidade de arbustos de Gorse as margens da M4, ainda bem perto do aeroporto! A quantidade das flores de cor amarelo vibrante, em contraste com os galhos espinhentos verdes escuros, atraíam os meus olhos. Fiquei buscando a florada da Cherry Plum, que normalmente, é um dos principais objetivos do treinamento de campo nesta época do início da primavera. Sim, ainda seria possível ver suas flores. No entanto, a florada máxima já havia passado naquela região. Definitivamente, o que veríamos em abundância seria Gorse.

Gorse para blog

Gorse – Floral de Bach para casos em que há grande desesperança. Sua florada, no Hemisfério Norte,  está próxima de atingir o máximo nos próximos dias

Mais um outro sinal. É que Gorse é o floral de Bach que nos conecta com o sentimento da Esperança, da vitória nas grandes batalhas entre a vida e a morte ou no enfrentamento de circunstâncias onde a pessoa já perdeu a fé com relação a um desfecho positivo.  Gorse atinge o máximo de sua florada bem próximo à Pascoa, lembrando-nos o episódio da Ressureição do Cristo. Fiquei ainda mais atenta.

Desta vez, fiquei hospedada na mesma cidadezinha do Bach Centre, pois queria conhecer mais esta região a pé. Na verdade, minha intenção era a de explorar as margens do rio Thames, em Wallingford.  Há anos, vinha planejando isto. Ao longo destes anos, visitei esta cidadezinha várias vezes, mas nunca cheguei, de fato, ter a oportunidade de fazer isto – sozinha, a pé.

Portanto, tão logo me acomodei na casa onde iria passar este período, sai para conhecer meu território. Ainda nesta primeiríssima semana, fui caminhar ao longo do Thames.

Rio Thames em Wallingford

O Rio Thames na região de Wallingford

Wallingford é uma cidade histórica, palco de grandes batalhas entre ingleses e invasores ( vikings). Também foi um mercado importante na idade média. Até hoje, temos ruínas de um castelo do século X , as margens do rio, onde arqueólogos buscam mais vestígios do passado. Vizinha de Brightwell, foi na loja maçônica de lá, que o Dr Bach proferiu uma de suas últimas palestras.

Wallingford histórico

Wallingford – placa junto à margem

Para minha surpresa, em função de todo este histórico de batalhas, temos áreas totalmente desmatadas próximas ao rio, cobertas apenas por uma relva baixa. As poucas árvores que existem, na sua maioria salgueiros (wilows) encontram-se já bem projetadas na água.

A copa dourada de Willow vista à distância Thames

A copa dourada de Willow vista à distância

No entanto, foi ali que chorei: de gratidão e alegria. Naquela margem, encontrei um exemplar de Aspen, tão antigo, tão antigo, que foi difícil reconhecê-lo. A parte de baixo do tronco era muito grossa. As ranhuras da casca mais pareciam as dos salgueiros/ willows antigos. No entanto, tinha uma leve coloração prata nas mesmas. Ao olhar para cima, bem no alto, consegui enxergar os amentilhos (catkins) característicos e perceber as famosas marcas “codificadas” no cinza prata claro dos galhos mais jovens. Eu nunca havia visto uma árvore de Aspen (Populus tremula) tão antiga. Cem anos? Cento e cinquenta anos? Quanto tempo teria aquela árvore?

Uma chuva forte, com vento, fez-me voltar e buscar abrigo. Não consegui fotografar aquela Aspen. No entanto, aquele encontro/descoberta não foi nada por acaso.

Na semana seguinte, com a situação na Europa, Brasil e Reino Unido mais agravada e já decidindo o que fazer quanto ao treinamento de campo e a minha volta, fui caminhar na outra margem. Do mesmo modo, encontrei poucas árvores. Praticamente as mesmas. Muitos Willows, alguns Pines, cercas de Cherry Plum ainda com flores, alguns exemplares de Aspen ainda jovens e mais um bem antigo, não tão antigo quanto o da margem esquerda. Suficiente, no entanto, para fazer cair a minha ficha quanto a mensagem que a natureza estava me passando.

Aspen antigo por Rosana Souto

Ali, em Wallingford, percebi que o mais importante, neste momento, é manter a esperança (Gorse) no futuro (Aspen). E o futuro, como a frase atribuída a Gregory Peck, pode ser ainda melhor e longevo/duradouro (como a antiga árvore de Aspen).

Gorse e Aspen Florais de Bach

Gorse e Aspen – Florais de Bach úteis para mantermos acesa a chama da esperança no futuro

Assim, sigamos confiantes, respeitando as medidas de segurança, e mantendo acessa a chama da esperança com relação ao futuro.

Luz e Paz a todos!

P.S – para aqueles que quiserem saber mais como os Florais de Bach podem nos ajudar neste período de quarentena do COVID 19, por favor, vejam o vídeo abaixo

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Florais de Saint Germain – Identificando a árvore de Pau Brasil

O pequeno exemplar de Pau Brasil, na orla da Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro, com suas inflorescências

Apesar da simplicidade dos métodos comumente empregados na obtenção de uma essência floral, possivelmente a principal dificuldade dos mesmos é termos a certeza de estarmos utilizando a espécie correta.

Por este motivo, é tão importante conhecermos um pouca de botânica e praticarmos a observação atenta dos exemplares que iremos utilizar.  Isto pode parecer simples, mas não é. “Identificação botânica é algo que se se aprende com o tempo”, já diria o mestre dos Florais de Bach, Julian Barnard. É preciso muita paciência e cuidado para não “trocar gato por lebre”. (veja o que escrevi na minha primeira temporada na Inglaterra: https://cosmosdrops.wordpress.com/2011/04/14/hornbeam-e-a-dificil-arte-de-identificar-a-planta-certa-para-produzir-os-florais-de-bach-hornbeam-and-the-difficult-art-of-identifying-the-right-plant-to-produce-the-bach-flower-remedies/

Pau Brasil – detalhe do cacho florido

As quatro pétalas de um amarelo vivo contrastam com uma única pétala bem vermelha

No entanto, ao longo destes meus trinta anos de terapia floral vi, com alegria, crescer o interesse por parte dos terapeutas florais em conhecer um pouco mais sobre as plantas que dão origem às diversas essências florais dos sistemas disponíveis na atualidade. Afinal, conhecer a planta é conhecer a si mesmo.

Uma característica de fácil percepção é que as folhas da Pau Brasil não são diametralmente opostas.

Nas árvores adultas, maduras, é comum ver a coloração vermelha no tronco descascado. O tronco dos exemplares e galhos jovens, normalmente, apresentam espinhos ( acúleos)

Os treinamentos de campo passaram a ser cobiçados, possibilitando ao participante, o contato direto com os exemplares – um aprendizado vivencial e único.  Com isto, não consigo ver uma planta, que dá origem a um floral, sem chegar pertinho para examiná-la.

No início de janeiro, caminhando na orla da Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro, encontrei uma pequena árvore de Pau Brasil ainda com flores. Estranhei, porque estava acostumada a ver floradas “melhores” de setembro a novembro.  No entanto, lá estava: uma florada tímida e retardatária.

As vagens das sementes apresentam espinhos

Fui lá conferir. Para minha surpresa, encontrei também as vagens das sementes, que eu nunca havia visto. Que maravilha! O porte pequeno deste exemplar possibilitou-me a observação completa – flores, folhas e frutos, que aproveitei para compartilhar com vocês.

Para quem ainda não teve a oportunidade de ler, segue um pequeno trecho do meu livro: Experiência com os Florais de Saint Germain na Educação (Editora Florais de Saint Germain, SBC, 2019), sobre esta essência:

Pau Brasil (Caesalpinia ou Paubrasilia echinata) – A essência floral Pau Brasil é para aqueles que, em função de não terem recebido suporte adequado da família em sua primeira infância, não conseguem descobrir algo que lhes dê prazer ou em que possam se destacar para fazer a diferença em suas vidas. Muitas vezes, sentem-se desencorajados para os estudos, pois acreditam que não há nada que eles possam oferecer de bom a sociedade. Pau Brasil atua de forma a despertar os talentos e as habilidades únicas de cada ser, trazendo o prazer e a alegria de ser útil ao próximo. A essência ajuda a descobrir a vocação.

P.S – para saber dos treinamentos de campo que ofereço, por favor consulte a agenda de cursos. O próximo, relativo aos Florais de Saint Germain, será neste próximo final de semana em meio a Mata Atlântica da região de Garuva, em SC. E vamos lá, praticar a observação de mais espécies do sistema!

 

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2019 e os meus trinta anos de Terapia Floral – um ano de tirar o fôlego!

 

2019 foi o ano em que completei trinta anos de Terapia Floral (na foto: Honeysuckle, Floral de Bach)

Não posso virar a página de 2019  sem falar um pouco dele. Afinal, apesar das grandes tragédias que vivemos aqui no Brasil: do desabamento da barragem da empresa Vale do Rio Doce em Brumadinho, às queimadas devastadoras nas regiões Centro-Oeste e Amazônica e ao derramamento de óleo na costa brasileira, este foi o ano em que completei trinta anos do meu chamado para a Terapia Floral. O que vivi neste ano daria um livro. Assim, preparem-se para a leitura deste longo post!

Além das viagens de cunho pessoal,  viajei doze vezes pelo Brasil, para ministrar cursos ou participar de eventos, conduzi um treinamento de campo sobre os Florais de Bach na Inglaterra, dei curso em Portugal, continuei, dentro do meu possível, com os atendimentos na AAMPARA e via Projeto Jardim Azul,  e ainda tive dois livros, retratando minha experiência com as essências florais na Educação, publicados no “apagar das luzes”. Minha eterna gratidão à Talita Margonari Lazzuri, Edições Florais de Saint Germain, e a Vera Lúcia Freitag, Nova Práxis Editorial.

Livros  sobre minha experiência com os florais na Educação – meu maior legado deste ano comemorativo

Sem dúvida alguma, os livros foram o legado maior deste ano comemorativo.  No entanto, 2019 trouxe-me outras bençãos inesquecíveis, dentre estas, as formações internacionais dos Florais de Bach Healingherbs e dos Florais da Califórnia, que ministrei de forma semi-intensiva em Dourados, MS, e na Pousada Monte Crista, em Garuva, SC, respectivamente. Foram tão transformadoras para os meus alunos que, no final, meu sentimento era de pura gratidão.

Há muito, não realizava as formações internacionais. Com o crescimento da família nestes últimos anos, ter datas reprodutíveis mensalmente para ministrar os módulos, ficou impossível. Os mais viáveis eram os cursos avulsos, ministrados em diferentes cidades. No entanto, já há algum tempo, algumas alunas do Mato do Grosso do Sul, pediam-me para realizar a formação dos Florais de Bach. A oportunidade veio por meio das irmãs Nugoli, Maria Alice e Eliana, alunas do curso de formação em Terapia Floral da Asterflor – MS, que se juntaram à Tatiana Rojas, terapeuta floral experiente (gravidíssima do Theo, na época) e a Joseanne Roque, do NIEPICS, para viabilizar a formação em Dourados. Joseanne e as meninas de Dourados se esmeraram em tudo: na organização impecável, no acolhimento, nos deliciosos coffee-breaks e refeições preparados pela querida Jussara Margarida.

As principais responsáveis pela realização da Formação Bach Healingherbs em Dourados. Tatiana Rojas, as irmãs Nugoli, Maria Alice e Eliana, e Joseanne Roque

A formação foi conduzida no salão paroquial da igreja de N Sra de Fatima, juntando vinte quatro participantes de diferentes cidades tanto do MS como de outros estados. O grupo foi totalmente acolhido pela grande família Nugoli que, além de oferecer hospedagem para alguns participantes, também nos abriu suas casas para jantares deliciosos, regados a vinho e muita emoção – uma hospitalidade sem igual!

O grande grupo da Formação Bach Healingherbs – Dourados

Ensinar sobre os Florais de Bach após todas as temporadas que tenho feito na Inglaterra, em contato direto com as plantas que lhes dão origem, foi uma grande alegria para mim. Alegria maior, foi evidenciar a identificação com as essências por parte das participantes e as transformações ocorridas durante e entre os módulos. Foi maravilhoso!

Minhas meninas de ouro, enfim, adquiriram mais segurança para voar e ajudar ao próximo. Com isto, sinto que cumpri minha missão no Mato Grosso do Sul.  Deixo aqui registrado minha gratidão à Joseanne Roque e à toda diretoria da gestão passada da Asterflor-MS também, pelas vezes que fui ministrar módulos do curso de formação em Terapia Floral desta instituição – turma Edward Bach. Muito sucesso à esta nova leva de terapeutas florais sul-mato-grossenses!

Do mesmo modo com relação à Formação Internacional dos Florais da Califórnia ministrado na Pousada Monte Crista, em Santa Catarina. Há muito, um grupo de alunos de Curitiba e Joinville pedia-me para realizá-la. Finalmente, consegui encaixá-la também em 2019.

Grupo da Formação Internacional dos Florais da Califórnia tendo ao fundo o Monte Crista, Santa Catarina

O que dizer da formação e do grupo? Deus Pai!! Além de todo esmero da organização da Suzana Krause, auxiliada por Vilmar Conzatti, a natureza da região e a vista maravilhosa para o Monte Crista foram nossas musas inspiradoras e acolhedoras para vivenciar os ensinamentos da programação do treinamento desde a primeira etapa. Foi muito bonito ver os alunos em sintonia total com a planta que escolheram para observação.

A imersão na natureza pungente que circunda a Pousada Monte Crista propiciou vivências profundas de conexão com reino vegetal

Por outro lado, a presença e parceria com Vilmar, facilitador de danças circulares, também adicionou um tempero especial para as nossas vivências. A Jornada de Cura ( Healing journey ) passou a ser um item indispensável ao início dos trabalhos abrindo os participantes para receber os ensinamentos que seriam dispensados.

Assim como na formação dos Florais de Bach em Dourados, a transformação dos participantes durante e entre módulos foi tão intensa que dava para perceber nos rostos e nas posturas dos alunos na última etapa.

Os temas do Treinamento de Practitioner da FES foram vivenciados profundamente

Sou muito grata à Suzana Krause por ter-me convencido a realizar a formação da FES. O que tivemos em Monte Crista foi um puro banho de Luz derramado pela pesquisa e pelas essências da Flower Essence Society. Meu amor e gratidão pelo trabalho de Patricia Kaminski e Richard Katz é imenso e regado por muitos “casos” acumulados ao longo destes trinta anos de terapia floral que ajudam os alunos a memorizarem o grande número de essências que compõem este sistema.

Os principais responsáveis pela realização da Formação da FES em Monte Crista: Suzana Krause e Vilamr Conzatti. Abaixo a colega Silvana Hilgenberg

Também sou grata à colega Silvana Hilgenberg por ter aceito o convite para compartilhar um pouco do trabalho realizado pela equipe do Círculo de Estudos em Terapia Floral, no ambulatório de práticas complementares da FURB (Fundação Universidade Regional de Blumenau) – uma inspiração para a turma!

Grupo à frente do laboratório da Healingherbs, na Inglaterra,  com o mestre Julian Barnard ao centro. Outro momento memorável de 2019

Outro grande momento de 2019, foi o treinamento de campo realizado na Inglaterra e, especialmente, a visita ao laboratório da Healingherbs. Julian Barnard e sua equipe estavam de braços abertos para nos receber e celebrar conosco não só o aniversário do Dr. Bach como também o aniversário de 30 anos do laboratório, com bolos e espumante orgânica nos nossos coffee-breaks. Nosso mestre estava feliz e sem pressa com a presença do grupo e nos dedicou todo o seu dia. Suas respostas às dúvidas foram fantásticas e, por vezes, todos nos emocionamos. Como ele diz, muitas destas respostas vêm na hora. Algumas ele nem nunca havia pensado. São ensinamentos totalmente inéditos. Julian também falou um pouco dos desafios enfrentados ao longo desses trinta anos, especialmente de sua luta para deixar a produção das essências florais de Bach livre para todos, e de sua grande ligação com o Brasil; país que lhe ensinou o que era trabalho social.

Momentos especiais de nossa visita à Healingherbs: o longo bate-papo com Julian Barnard na sala de reuniões e a comemoração do aniversário o Dr.Bach e dos trinta anos da Healingherbs.

Tivemos momentos dentro: na sala de reuniões e visitando as salas da produção propriamente ditas, e fora do prédio do laboratório, onde Julian dispensou ensinamentos valiosos junto a alguns exemplares das plantas que suscitaram dúvidas. Foi uma visita completa. Mágica!

A oportunidade de aprender direto com o mestre Julian Barnard a partir de um exemplar vivo é uma grande benção

Ao final, parecia que estávamos numa grande reunião de família. Transitávamos no laboratório como se fosse nossa casa. Era gente em tudo quanto era lugar!! Saímos de lá totalmente preenchidos, gratos e felizes.

Também deixamos nosso professor um pouquinho mais feliz. Uma das participantes, minha ex-aluna e também facilitadora dos Florais de Bach Healingherbs, Gisele Borges, foi portadora de um presente muito especial para ele. Ao dar seu livro Forma & Função, todo manuseado, com textos sublinhados e ressaltados para Julian autografar ela não poderia imaginar a reação que ele teria.  Julian ficou emocionado ao ver o modo como seus ensinamentos são valorizados e apreendidos por aqueles que os leem. Foi um presente daqueles que não tem preço!

Por outro lado, para mim esta visita à Healignherbs teve um significado ainda maior. Meu chamado para ser uma seguidora de Edward Bach deu-se com a leitura de um pequeno livro escrito por Julian – A Guide to the Bach Flower Remedies, no outono de 1989, quando morei no Canadá – quase ao mesmo tempo em que ele fundava a Healingherbs. Assim, estar ali, o traduzindo o dia inteiro, era um presente para a minha trajetória também.

Após um dia inteiro com o nosso mestre ainda subimos as colinas de Abergavenny para encontrar Heather e Gorse. Um momento de alegria e descontração nas alturas!!

Além da visita ao laboratório da Healingherbs, o treinamento de campo na Inglaterra em si, proporcionou a mim e ao grupo momentos especialíssimos de total comunhão com a natureza e com nossos guias espirituais. Não dá nem pra dizer o que foi melhor. Isto sem contar que ainda tivemos Glastonbury e um bônus extra – Stonehenge, em função de estarmos fazendo os percursos de van.

O encontro com a Sweet Chestnut milenar foi emocionante para todas nós

Caminhada ao longo do rio Usk, onde o Dr. Bach descobriu seus primeiros florais. Impatiens estava dominando a área

Nosso grupo foi muito especial; um grupo harmônico e coeso. Juntas cantamos, choramos, pegamos chuva, lama e céu azul, aprendemos, nos encantamos e vencemos as pedras do caminho. Sim, pois elas aparecem quando menos esperamos.

Neste sentido, Julian Barnard prestou-nos um grande auxílio para vencermos uma delas. Um novo creme Five Flower contendo própolis no veículo foi a salvação para acelerar o processo de cura de uma das participantes com herpes zoster facial, impedindo que ela ficasse para trás.

Visita guaiada ao Bach Centre e a Brightwell-cum Sotwell. Stefan Ball juntou-se ao grupo para as fotos tradicionais em frente a Monte Vernon

Minha gratidão à Adga Reis, Ana Carla Domingues, Ana Maria Uliana, Ariana Bordinhão, Elaine e Eli Gomes, Gisele Borges, Janaína Maurell Gomes, Neuza Fernandes, Sonia Lima de Oliveira, e ao casal Solange Carneiro e Michael Hall, responsáveis pelo nosso transporte, que confiaram na minha habilidade para viabilizar a concretização do sonho de vocês. Vocês foram D+++++!!

Nosso grupo no caminho para the Wellsprings, antiga nascente onde se preparava Rock Water.                           O Red Lion foi o local para o nosso brinde ao aniversário do Dr. Bach

2019 ainda teve muitos outros momentos especiais. Sou muito grata as minhas organizadoras de curso: Lizamar Rodriguez (Curitiba), Denize Sardou (Rio de Janeiro) , Elaine Reginnaldo e Patricia Medhea (São Paulo), Ana Carla Domingues (Brasília), Lina Monteiro, Maria Luisa Santos e Regina Barbosa (as três últimas, de Portugal) que me facilitaram dispensar ensinamentos das áreas que me especializei e tocar mais pessoas para a prática profunda da Terapia Floral.

Workshop sobre o Estudo Arquetípico de Famílias Botânicas, Florais de Saint Germain, no Rio de Janeiro, com caminhada no Parque Claudio Coutinho

As versões do workshop sobre o Estudo Arquetípico das Famílias Botânicas dos Florais de Saint Germain, tanto no Rio, com a caminhada ao pé do Pão de Açúcar, como em Lisboa, nos jardins da Fundação Calouste Gulbenkian foram muito especiais. No Rio, um trechinho de Mata Atlântica com uma vista maravilhosa para a entrada da Baía de Guanabara. Em Lisboa, a surpresa de encontrar alguns exemplares dos Florais de Saint Germain também no jardim da fundação. Maravilha!!

Workshop Estudo Arquetípico de Famílias Botânicas, Florais de Saint Germain´, realizado na Oficina do Alquimista com caminhada nos jardins da Fundação Calouste Gulbenkian

Não posso deixar de mencionar e agradecer também à Daniela Rabello Nogueira, de Brasília, pela idealização e organização primorosa e extremamente profissional do Equilibramente, seminário de Práticas Complementares na Saúde e Educação, onde ocorreu o lançamento oficial do meu livro: A Experiência com os Florais de Saint Germain na Educação.

Daniela surgiu de repente, a partir do meu workshop on-line sobre autismo pela Blossom Educação cheia de ideias e com a promessa, feita por Talita Lazurri, de fazer o lançamento do meu livro no seminário.  Com isto, tive que mudar, até outro compromisso agendado. O livro foi lançado tal como previsto. No entanto, ainda levou algumas semanas para estar nas mãos dos distribuidores.

O Equilibramente foi um marco para um novo ciclo profissional ainda mais dedicado ao autismo. Para preparar minha apresentação, resolvi fazer uma série de estatísticas para avaliar o serviço prestado no atendimento de autistas, nestes dois últimos anos, tanto via Projeto Jardim Azul como na AAMPARA (Associação de Atendimento e Apoio ao Autista), de Curitiba, onde atuo como pesquisadora voluntária.

Minha apresentação no Equilibramente foi sobre o uso das essências florais no cuidado ao autista e a seus familiares.

Os resultados tanto com relação aos autistas quanto as suas mães, são tão interessantes e promissores que demandam uma expansão da pesquisa para consolidarmos os benefícios das essências florais também para este público. Esta será a minha maior meta daqui pra frente.

2019 foi, portanto, um ano de muita colheita e realização profissional. No entanto, nada disso aconteceu de forma light. O desgaste físico e emocional para dar conta de todas estas frentes foi proporcional as mesmas e a necessidade de repensar a minha rotina profissional e minhas metas para o futuro se fizeram presente. Minha sensação é de que 2019 foi a finalização de um grande ciclo.

Isto porque ninguém vai escapar da conjunção Plutão/Saturno, em Capricórnio. Onde quer que  tenhamos o signo de Capricórnio no  mapa astrológico natal, os temas regidos por esta casa passarão por grandes transformações. Não adianta nem tentar negociar com Plutão. É transformar ou transformar.

No meu caso, esta conjunção veio logo de presente no ascendente do meu mapa anual – uma migração da minha casa 6 (ambiente de trabalho e saúde) para a 1. Assim, eu já sabia que as mudanças viriam. Só não imaginava o que poderia ser…

Depois, a partir de setembro, foi ficando mais claro. O cansaço resultante da sucessão de cursos em diferentes cidades, e a necessidade de focar na pesquisa sobre autismo, foram os principais indicativos para eu começar a entender o que este aspecto significaria e colaborar com a vontade de Plutão.

Em termos astrológicos, Plutão/Saturno é um dos principais testes de fé, desapego e confiança que exige colocar em prática muito daquilo que ensinamos. Saturno em Capricórnio é o velho: sistemas de crença/paradigmas e posturas antigas que não nos servem mais, que está consolidado – aquilo que resistimos mudar. Em termos mundiais isto é um indicativo de grandes mudanças também. E estes dois não estarão sozinhos. Na verdade, logo neste início de 2020, esta conjunção recebe a visita de Júpiter, ativando este potencial de mudança e um pouco depois, de Marte, colocando mais lenha na fogueira.

Plutão é o planeta da morte, da transformação. Ou seja, este trânsito, em termos coletivos, pede-nos para desapegar de tudo que já deu, e que impede nossa verdadeira essência de assumir o controle de nossas vidas. Afinal, o ano de 2020 será regido pelo Sol, nosso astro rei. É preciso ter consciência de quem somos, como filhos do Criador, para seguir adiante.

Rock Rose, do sistema Bach, é uma essência fundamental para os grandes trânsitos de Plutão.

Parte das minhas mudanças envolve a migração dos cursos de minha autoria para o formato on-line ou à distância para que eu possa me dedicar mais à escrita e a pesquisa. Cursos presenciais, só os inéditos e aqueles relativos à botânica/observação de plantas. As formações internacionais mais longas, ficarão suspensas por tempo indeterminado, pelo menos no Brasil.

Do mesmo modo, com a ativação do meu nodo Norte, antes de Júpiter entrar em Capricórnio, o estrangeiro voltou a ficar mais forte. A necessidade de ausentar-me do Brasil, por alguns meses, se fez novamente presente.

E assim, já começo 2020 nos preparativos para seguir minha orientação interna, atendendo ao chamado da bússola do meu coração.

Por enquanto, meus únicos cursos presenciais, aqui no Brasil, serão o do Estudo Arquetípico das Famílias Botânicas dos Florais de Saint Germain, em fevereiro, na Pousada Monte Crista, em Santa Catarina ( vide a agenda de cursos para mais informações), e no segundo semestre, o dos Florais de Saint Germain na Educação incluindo o Autismo, em Porto Alegre, nos dias 15 e 16 de agosto, organização Celestina Gonçalves (http://www.casadoterapeuta.com.br/) – mais detalhes em breve.

Fora estes, fique atento para as chamadas de demais cursos on-line na agenda do blog e nas redes sociais.  Para os treinamentos de campo na Inglaterra, por favor, veja os critérios participação nos mesmos na agenda de cursos e, caso você se encaixe nos mesmos, envie um e-mail para rosana.floral@gmail.com para colocar seu nome na fila de espera.

No mais, espero que possamos continuar juntos em 2020. Uma nova história está para começar. Muitas bençãos a todos neste novo ciclo!

 

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