Reinvente-se com Iris – a flor símbolo dos Florais da Califórnia

A Iris (Iris douglasiana) e a logomarca da FES services, produtora dos Florais da Califórnia

Alguns pesquisadores de florais elegem uma única flor para caracterizar o seu sistema. Como exemplo, temos a flor de São Miguel, no sistema Florais de Saint Germain e o Waratah no sistema Australian Bush, dentre outros.  No sistema da Califórnia, Richard Katz e Patricia Kaminski escolheram a Iris. Qual teria sido a razão para isto?

Embora suas indicações apontem para o despertar ou o desenvolvimento da nossa criatividade, sendo seu uso muito benéfico aos artistas em geral, a Iris é um floral coringa na prática da Terapia Floral, beneficiando a todos nas mais diversas áreas do Ser. 

Imagem antiga da Flor de Lis

Associada à deusa do arco-íris e conhecida também como Flor de Lis, esta flor foi o emblema da nobreza, na Europa, especialmente dos reis da França, representando o Divino na terra, a ponte entre o céu a terra: espírito e matéria.

Como essência floral, Iris fortalece dentro de nós a ligação e a consciência com nossa parte divina, criativa, ajudando-nos a encontrar soluções para uma vida mais plena. É ela a flor que permite nos reinventarmos diante de circunstâncias desafiadoras, como a que vivemos neste momento de pandemia. Razão melhor impossível, não?

Assim, reinvente-se com Iris!!

Rosana Souto junto ao canteiro da Iris, na sede da Flower Essence Society, Califórnia, 2008

Consulte a agenda de cursos para saber mais sobre os Florais da Califórnia

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Descobrindo a The Scientific and Medical Network (Rede Científica e Médica): organização internacional rumo a uma ciência além da visão materialista

Página inicial do site da Rede Científica e Médica – The Scientific & Medical Network, onde a razão baseada em evidências encontra o conhecimento interno profundo

No mês de maio, uma colega inglesa encaminhou-me a chamada para um webinário promovido pela organização internacional The Scientific and Medical Network (Rede Médico Científica) intitulado: “ Como revolucionar o paradigma materialista” ( How to revolutionise the materialist paradigm). Mal pude acreditar que havia cientistas, dentre os quais muitos médicos e físicos, discutindo a necessidade de a ciência expandir sua metodologia para incorporar uma visão além da abordagem mecanicista e materialista do mundo. Ora, para mim, isto foi um presente dos deuses!!

A chamada para o webinário realizado em 13 de maio de 2021

Há muito venho batendo nesta tecla da necessidade de a ciência atualizar seus alicerces filosóficos para incorporar as descobertas da Física além da visão de Newton.

Sabemos que a famosa Academia de Ciências, criada no século XVII, foi uma resposta ao grande abalo no sistema de crença da humanidade com relação ao Geocentrismo, defendido a duras penas pela Igreja Católica – um capítulo religioso negro na História da humanidade. Que consequências a separação da Igreja da Ciência teria para os séculos que se seguiram?

Tamanha decepção com aqueles que representavam o Divino na Terra só poderia causar um afastamento de tudo que fosse relacionado a isto: o mundo invisível, religião, fé, a comunhão com a natureza, o “assim em cima como embaixo”, o conceito de que éramos a semelhança do Pai, os ensinamentos de Seu Filho. Tudo foi por água abaixo para os cientistas…

O mundo passou a ser explicado pela lógica, pela razão, pela visão mecanicista, materialista, analítica quantitativa do Universo máquina. Não só o mundo. Também seus habitantes passaram a ser estudados por meio de suas partes, de seus detalhes e não da sua integralidade, interdependência e união.

Com isto, vimos crescer a importância das funções do hemisfério cerebral esquerdo em detrimento do direito. Algo que sempre tive dificuldade para entender. Se temos dois hemisférios cerebrais, por que um seria mais importante do que o outro? Por que a razão seria mais importante do que a emoção? Por que a lógica e a análise, seriam mais importantes do que a intuição e o simbolismo? Minha geração sofreu muitos preconceitos com relação a isto. Ser artista, numa família que valorizava as “ciências exatas” era praticamente impossível para um(a) jovem.

Einstein, no início do século XX deu o ponta pé para que pudéssemos ressignificar esta ferida antiga da Ciência, trazendo-nos de volta a noção do Todo, da intercambialidade entre energia, matéria e luz – da realidade do mundo invisível.

A visão de Universo introduzida por Einstein no início do século XX pouco influenciou o comportamento da sociedade e a ciência tal como praticada ainda nos dias de hoje

No entanto, a Física moderna de Einstein pouco influiu no comportamento da sociedade e nas várias áreas do saber. Na Medicina, por exemplo, ficamos cada vez mais reducionistas, praticando e ensinando a cura dos órgãos e não da pessoa.

O que é real para você? Real é só aquilo que podemos ver, tocar, cheirar, ouvir ou sentir o gosto? E a dor da perda de um ente querido? Isto é real? Como quantificar esta dor? Será que todos sentem esta dor do mesmo jeito? Tem algum medicamento, com base em princípio químico ativo, que cure esta dor? Será que esta dor emocional pode acarretar consequências físicas também?

Felizmente, já tem muitos cientistas e médicos que pensam e agem diferente, com vistas à expansão e humanização da ciência. Sim, por que ciência que se apoia numa visão de mundo fragmentada, ultrapassada, para subjugar o próximo aos seus critérios, já gerou e ainda gera muita dor e sofrimento neste planeta.

A Comissão Galileo e seu Relatório – argumentos para transformar as bases da ciência vigente numa ciência compatível com os avanços da Física

O Relatório da Comissão Galileu, alicerce do trabalho da Rede Científica e Médica e da Comissão Galileu teve a contribuição de noventa cientistas renomados de todo mundo.

Por este motivo, é que fiquei feliz ao encontrar a Rede Científica e Médica (www.scientificandmedical.net).  Neste momento em que a humanidade vivencia uma oportunidade para a reflexão e ressignificação de valores, a organização convida-nos a ver o mundo por uma ótica além da ciência materialista para, enfim, seguirmos para um futuro mais fraterno e consciente.

Até mais!

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#tbt Setembro de 2001.  A vinda de Julian Barnard ao Brasil – um marco para o desenvolvimento maior da Terapia Floral de Bach no país.

O selo do material distribuído nos eventos e a frente do convite para palestra do dia 25 de setembro no auditório da Faculdade de Enfermagem da USP

Desde que a situação do Afeganistão voltou a ser o foco do noticiário mundial, lembrei-me da vinda do mestre Julian Barnard ao Brasil, há exatos vinte anos – setembro de 2001. A Healingherbs estava celebrando dez anos de sua presença aqui. Além disto, recentemente, Julian havia saído vencedor de uma batalha “solo” e hercúlea junto à justiça do Reino Unido,  contra a gigante Nelson´s, empresa do ramo farmacêutico homeopático, para garantir a liberdade na produção dos Florais de Bach, tal como havia sido literalmente expresso pelo Dr Bach e seus seguidores; Nora Weeks e Victor Bullen.  É que, no final da década de 1980, a Nelson´s havia comprado do Bach Centre os direitos para a fabricação dos Florais de Bach, na tentativa de monopolizar algo que o próprio Edward Bach havia deixado livremente para a humanidade. Imaginem, por um momento, se o Dr Bach tivesse patenteado seus produtos e os métodos de preparação destes. Que consequências isto teria para os dias de hoje? Quem poderia preparar não só os florais de Bach mas outras essências florais com flores de todo o mundo?

Se hoje podemos escolher dentre os vários produtores de Florais de Bach existentes: da produção mais industrializada a mais artesanal, e também nos beneficiarmos de diferentes florais de todo mundo, devemos isto aos esforços e a determinação de Julian Barnard.

Assim, tínhamos muito a comemorar. Suas representantes/importadoras no Brasil, Beth Bruno e Amariys Cesar, da então HNCristiano, organizaram uma série de eventos: visitas a trabalhos sociais apoiados pela Healingherbs, viagens e palestras para ele. A agenda do Julian estava lotada.

No entanto, os ataques terroristas do 11 de setembro surpreenderam a todos. A jornada do Julian começaria praticamente dez dias depois dos mesmos e o mundo estava em choque. Até hoje, é difícil ver as imagens daquele dia. Esta data e este episódio marcariam para sempre o início deste século XXI. O mundo nunca mais seria o mesmo.

Imagino que Beth, Amarilys e Julian devem ter conversado muito antes de decidir o que fariam. Realmente, o mundo estava em polvorosa, em busca dos terroristas. Viajar de avião não estava nada seguro.

O bom foi que eles não se intimidaram. Julian veio e cumpriu sua agenda com louvor. Para a minha alegria, dentre seus compromissos, havia a visita a Os Seareiros/ Núcleo Mãe Maria. No início daquele ano, a própria Beth foi visitar a instituição para conhecer o trabalho social realizado com as crianças que frequentavam o reforço escolar – trabalho que introduzi em 1998, para avaliar a doação dos Florais de Bach para o mesmo.

Na foto colorida, Julian Barnard ladeado pela fundadora da instituição beneficente Os Seareiros, D. Sylvia Paschoal, o então diretor Marco Kairala, a Coordenadora Pedagógica do Núcleo Mãe Maria, na época, Leonor Chaib e Rosana Souto. Na foto em P&B grupo acompanhando Julian na visita à comunidade da Vila Brandina.

Bem, não só passamos a receber os florais, como Beth achou por bem levar o Julian para conhecer este trabalho com o uso dos Florais na Educação. O que para mim, naquela época, era normal, para eles era algo pioneiro. Naquela época eu não imaginava que na terra do Dr Bach não existia trabalho social nem tampouco o uso dos florais em sala de aula, administrados individualmente ou em sprays, pelas próprias professoras. Assim, o Núcleo entrou no roteiro do Julian Barnard.

No entanto, o Universo tinha-me reservado alguns bônus extras com relação a esta visita. O melhor dia, em função da disponibilidade do Julian e das atividades das crianças, era justamente o dia do aniversário do Dr Bach, dia 24 de setembro.  Outro bônus foi com relação à logística. Não tínhamos “Waze” nem Google maps de agora. A localização do antigo Instituto Cosmos de Terapia Floral era bem mais fácil de achar do que tentar ir direto para o Núcleo. Assim, combinamos de nos reunirmos na sede do Instituto Cosmos.

Foi a minha chance de mostrar àquele que foi responsável pelo meu chamado para ser seguidora do Dr Bach, não só o meu espaço, mas o livro de sua autoria que serviu como instrumento para isso, em 1989.  Assim, foi com muita emoção que assisti o Julian autografar o seu pequeno “A Guide to the Bach Flower Remedies”, na minha sala de cursos. De quebra, ele ainda autografou outros livros e deu um giro no quintal da casinha para conhecer a “prima” da Cerato, a nossa Bela Emília.

Uma passada rápida na antiga sede do Instituto Cosmos de Terapia Floral foi a oportunidade que tive para pedir ao Julian seu autógrafo no livro, que li em 1989, responsável pelo meu chamado para a Terapia Floral. Na foto colorida, Julian comentando sobre as diferenças da Cerato e nossa Bela Emília

Bem, creio que a emoção foi a tônica desta visita; para todos. Julian não esperava o que iria encontrar na Vila Brandina nem no Núcleo Mãe Maria. Saiu dizendo que estava sendo testemunha de uma nova dimensão do trabalho do Dr Bach: o uso dos Florais na Educação.

As crianças cercavam o Julian de todo jeito, queriam escutá-lo. A foto em P&B foi logo na chegada. Julian se agachou para poder ficar mais perto das crianças – e eu ali de tradutora. Além disto, as crianças prepararam uma série de apresentações para recebê-lo. Foi uma festa!

Esta visita trouxe grande repercussão para o trabalho realizado em Os Seareiros/Núcleo Mãe Maria, divulgando esta vertente e inspirando outras iniciativas no Brasil. O lindo pôster que Elizabeth Bruno mandou fazer usando as fotos que ela própria tirou, por ocasião de sua primeira visita ao Núcleo, fez parte da exposição dos trabalhos sociais apoiados pela Healingherbs Brasil, no saguão dos locais onde Julian iria palestrar em São Paulo: nos auditórios do Clube Paineiras e também na Faculdade de Enfermagem da USP.

Os pôsteres sobre os trabalhos sociais apoiados pela Healignherbs Brasil foram colocados no saguão dos auditórios atraindo a atenção do público
Eu, Rosana Souto, e a querida ex-aluna Daniela Barros, junto ao pôster do Núcleo Mãe Maria

Este “bônus” repercute até hoje no Brasil e no mundo. Idem com relação as demais iniciativas sociais apoiadas pela Healingherbs, já naquela época, que até hoje, são modelos inspiradores da dimensão social da Terapia Floral; especialmente, a ação da Pastoral da Saúde na região Amazônica precursora do Projeto Beth Bruno e do atual Instituto Healing (ex- Instituto Transformar Cuidando).

No entanto, a vinda do Julian Barnard, ao Brasil, naquele setembro, teve um outro objetivo igualmente importante: a apresentação do método de ensino Healingherbs para um grupo de professoras de todo país; um grupo comprometido a implantar um jeito novo de ensinar sobre os Florais de Bach com base na observação das plantas que lhe dão origem, dentro de uma proposta de autoconhecimento: um método que promove a conexão da alma humana à alma da natureza, num resultado sinérgico para o desenvolvimento da consciência planetária.

A semente do curso Aprenda a Usar os Florais de Bach foi lançada num delicioso brunch na casa da Beth, num domingo de manhã. O curso em si, só começou a ser realizado no ano seguinte, em 2002, até que estivéssemos condições de lançá-lo. No entanto, quanto ao curso e sua repercussão, ao longo destes anos, só vou falar no ano que vem, quando programa completa 20 anos no Brasil.

O brunch de domingo na casa de Elizabeth Bruno com a presença de diversas professoras para a apresentação da proposta do curso Aprenda a Usar os Florais de Bach. Dentre as presentes na mesa – da esquerda para direita: Lizete de Paula, Cristiane Boog, Irmã Marialva, Ruth Turrini, Olimpia Gimenez, Cynthia Asseff, Beth Bruno, Karen Denez, Rosana Souto, Julian Barnard e Amarilys Cesar
O grupo descontraído, podendo-se ver o “apoio” masculino na cozinha. Na foto em P&B, a Dra Kátia Kuchler, Ana Maria Santos e Rosana Souto

De antemão, basta dizer que a visita de Julian Barnard, em 2001, foi um pontapé certeiro para transformar o Brasil numa grande potência da Terapia Floral e inspirar novas abordagens do legado de Edward Bach. Só tenho a agradecer por fazer parte desta história.

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Dez anos do Projeto Kirikou – uma semeadura histórica

Slide inicial do Treinamento Kirikou. Em 2011, eu estava ainda aprendendo a preparar apresentações e usar os projetores de multimídia

Neste último final de semana, o Facebook trouxe-me uma lembrança, que há muito não vinha à tona: uma façanha realizada há exatos dez anos. Teria sido a lua cheia humanitária em Aquário ou Júpiter retrogradando neste signo? É bem possível. Como não sou de ignorar os astros, resolvi escrever.

É que, em julho de 2011, eu estava na Bélgica, concluindo um treinamento para tutoras de menores refugiadas africanas, meninas mães, acolhidas pela instituição federal Les Amis de Kirikou, em Rixensart. Parece “surreal”, não? No entanto, é a mais pura verdade. Possivelmente, um período de trabalho dos mais intensos em toda a minha vida. Implantar um projeto social no exterior é praticamente impossível, quanto mais sendo não residente. Mesmo assim, tentamos. Leia mais sobre o projeto aqui:

Flower Remedies for refugee minors – a seed of hope is launched in Europe / Remédios Florais para menores refugiadas – uma semente de esperança é lançada na Europa

Aos poucos, Géraldine Langlois, a colega que possibilitaria esta iniciativa e eu, fomos vencendo as barreiras, preparando toda a papelada, reuniões, apoio, apresentações diversas, questionários para anamnese inicial e acompanhamento terapêutico, etc… Em menos de dois meses, estando na Inglaterra, fui à Bélgica três vezes: as duas primeiras para as “negociações” e a última, para conduzir o treinamento e implantar o serviço, antes de voltar para o Brasil. Géraldine seria a ponte entre mim e as tutoras das “menos” enquanto eu estivesse no Brasil.

O Projeto Kirikou, como viria a ser chamado, foi um projeto audacioso. Mobilizou muita gente: na Inglaterra, na própria Bélgica, na Suiça e no Brasil. Era uma oportunidade única para honrar o legado do Dr Bach. Imaginem o que seria introduzir um projeto social com os Florais de Bach num centro de refugiados, na Europa, tendo o Dr. Bach atuado como médico, junto aos soldados da primeira grande guerra?

Eu, Rosana Souto, na entrada do berçário da antiga sede da associação Les Amis de Kirikou, em Rixensart, na Bélgica

No entanto, nossa meta era capacitar a equipe de educadoras/tutoras destas meninas mães para conduzir dinâmicas de ensino sobre os Florais de Bach, numa proposta de educação social e emocional. Também teríamos que ensiná-las a preparar os frascos de florais e administrá-los às menores e seus bebês. As fórmulas florais seriam desenvolvidas por mim a partir de anamnese, sobre as menores, com suas tutoras.

Depois de muita negociação com a instituição e com órgãos do governo Belga, responsáveis pela população de refugiados, o treinamento, foi realizado na penúltima semana de julho antes do período de férias das tutoras. O que seria realizado em horário parcial ao longo de uma semana, terminou condensado em três dias integrais – além daqueles que eu e Géraldine ainda levaríamos trabalhando em casa para desenvolver e preparar as fórmulas concentradas para as menores, bem como as fichas de acompanhamento do processo terapêutico das menores.

Nosso pequeno grupo de tutoras e o diretor da instituição durante o treinamento

Foi um trabalho intenso! O treinamento seria conduzido em inglês, com tradução consecutiva para o francês, por Géraldine. Inglês não era/é a língua nativa de nenhuma de nós (porém, era o nosso idioma em comum!) e o meu francês era/é de quando eu tinha uns 12 para 13 anos!! A sorte foi que, dentre as tutoras, havia uma portuguesa que, por vezes, ajudou-me a encontrar a melhor tradução de um termo para o francês.

Rosana explicando sobre alguns exemplares das flores de Bach levados para a sala de aula.

Antecipando esta dificuldade que teríamos com relação ao idioma, fui em busca dos livros do Dr. Bach em francês para preparar todo o treinamento, de modo a ser o mais fiel possível a sua filosofia e à indicação de cada essência floral. Para tal, contei com a ajuda da amiga, Ana Cristina Zeidan, na Suiça.

A cura pelas flores – livro com textos do Dr Bach, incluindo o Cura-te a ti mesmo. o ramo de Clematis, levado para a observação em sala de aula ficou de lembrança.
Livro com trechos destacados para facilitar a citação adequada de frases do Dr Bach associada aos seus florais
Livros contendo outros artigos do Dr. Bach

Esta iniciativa teve apoio do Twelve Healers Trust, curadoria vinculada à Healingherbs, Julian Barnard, no Reino Unido, que generosamente, enviou para a instituição todo material de que precisaríamos – essências florais, frascos, conhaque, etiquetas, livros, cartões florais para as dinâmicas, tudo… Lembro-me de que eles preferiram enviar os vídeos do Julian direto para meu endereço em Reading. E quem disse que eles chegavam? Às vésperas, da minha viagem, minha amiga Vicky e eu fomos de casa em casa na rua, para ver se alguém os tinha recebido. Ao anoitecer, um vizinho bateu à porta para entregar o pacote. O correio havia deixado em sua casa, por engano. Foi muito suspense!

Por outro lado, Luciana Chammas nos ajudou com uma autorização, em francês, para veiculação de imagens e resultados.

Géraldine e eu chegávamos exaustas em casa. No entanto, o mais difícil para mim era passar por tantos refugiados, às vezes, famílias inteiras abrigadas, até chegar na ala do prédio destinada as menores. Eu nunca havia entrado numa instituição para refugiados. Tudo ali era muito forte e triste. As menores viviam em completo estado de choque – olhar perdido, ausentes … O sofrimento daquelas pessoas e das menores era o que me mobilizava a ajudar.

Géraldine Langlois e eu, exaustas ao final do treinamento, junto a uma Sweet Chestnut do jardim da instituição. Os trens foram nosso transporte de Bruxelas a Rixensart durante aquela semana

No entanto, todo nosso empenho, tudo que deixamos pronto para que as tutoras pudessem dar início ao trabalho, propriamente dito com as menores, foi por água abaixo. Mudanças na política, que envolvia os refugiados na Europa, vieram logo em seguida, com consequências drásticas para a associação Les Amis de Kirikou. As menores seriam transferidas para outros locais, algumas tutoras foram direcionadas a outros cargos e/ou instituições …enfim, um redirecionamento total da instituição.

Rock Rose, um floral de Bach fundamental para quem vivenciou pânico extremo e terror

Ficamos sem chão. No ano seguinte, ainda tentei contato com algumas pessoas para ver se conseguíamos retomar a iniciativa. Tudo em vão.

Ao longo destes dez anos, assistimos o crescimento exponencial e acompanhamos o drama dos refugiados na Europa – até hoje, sem uma política humanitária adequada.  Por este motivo, lamento não termos visto o projeto Kirikou florescer, mesmo que apenas para uma pequena parcela destes.

Para aquelas meninas mães, os florais, certamente, seriam um instrumento de resgate e esperança para um futuro mais promissor para si próprias e seus bebês. No entanto, dentro de mim há algo que não me deixa perder a fé, mesmo depois de tanto tempo. É que sinto como se nós tivéssemos semeado, em cada pessoa que participou do treinamento, um grão de mostarda. Não sei quando e como, mas tenho esperança de que, um dia, alguém desse time volte a pensar nos florais como instrumentos de alívio e resgate para tanto sofrimento.

Que assim seja!

…dentro de mim há algo que não me deixa perder a fé, mesmo depois de tanto tempo. É que sinto como se nós tivéssemos semeado, em cada pessoa que participou do treinamento, um grão de mostarda. Não sei quando e como, mas tenho esperança de que, um dia, alguém desse time volte a pensar nos florais como instrumentos de alívio e resgate para tanto sofrimento.
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A Terapia Floral na AAMPARA Autismo – quatro anos de parceria

Rosimere Benites, presidente da AAMPARA Autismo Curitiba e Rosana Souto, autora, terapeuta e educadora floral, pesquisadora do uso das essências florais junto ao público autista

Há 18 anos, quando a filha de Rosimere Benites teve uma mudança súbita de comportamento, ninguém sabia dizer o que estava acontecendo. Uma criança, até então com desenvolvimento normal, de repente, apresentou um quadro da apatia, seguido por aceleração intensa, comprometendo seu sono (e o de toda família !), além de regressão na fala, gritos e atitudes automutilantes. Um quadro desesperador para os pais.

Naquela época, os critérios diagnósticos do que chamamos agora de Transtorno do Espectro do Autismo só seriam apresentados de forma mais detalhada na edição de 2013 do famoso Manual Estatístico e Diagnóstico da Associação Americana de Psiquiatria, o DSM-V.

Assim, nos anos que se sucederam, Rosimere  empreendeu uma verdadeira peregrinação à consultórios médicos de diferentes especialidades, em busca de entendimento, medicamentos e/ou tratamentos que pudessem restaurar a paz e a saúde de Beatriz e de toda a família.

A luta foi intensa. O enfrentamento de preconceitos diversos idem. Em 2006, cansada de passar por tantas situações desagradáveis e com o intuito de poupar Beatriz dos deslocamentos para os diversos atendimentos terapêuticos, Rosimere decidiu criar uma associação de atendimento e apoio as famílias de autistas de baixa renda. Era preciso facilitar o acesso às terapias não só para sua filha, mas para outras famílias que, assim como ela, não tinham condições de recorrer a clínicas multiprofissionais particulares. Nascia a AAMPARA Autismo com o apoio e o encorajamento de Michela R Gusso, fonoaudióloga, até hoje presença fundamental na associação.   

Sede atual da AAMPARA – Associação de Atendimento e Apoio ao Autista

Rosimere é uma mãe extraordinária de autista. Sua jornada saiu da esfera pessoal para beneficiar outras famílias também. Além dos atendimentos e apoio prestados às famílias, a AAMPARA desenvolve todo um trabalho de conscientização sobre o autismo na sociedade. Sua missão está resumida no quadro a seguir:

Meu encontro com Rosimere se deu em meados de 2017, há quase quatro anos, em um seminário internacional sobre TEA organizado por uma clínica de Curitiba. Presentes estavam várias autoridades em autismo, dentre as quais: Dr. Antonio Carlos Gadia, Dr. Salmo Raskin e Dr Sergio Antoniuk. Fui com o intuito de sondar possíveis parcerias acadêmicas e/ou instituições que aceitassem experimentar a terapia floral como uma intervenção complementar para o público autista.

O não eu já tinha e não seria a primeira vez que eu abordaria autoridades acadêmicas para falar de minha experiência positiva com o uso dos florais na Educação e/no autismo. Pelo menos, eu não precisava fazer isso em outro idioma!

Assim, fui de autoridade em autoridade, de estande em estande das associações, me apresentando, falando do Dr Bach, médico inglês, fundador da Terapia Floral, e minha experiência de sucesso com um autista adulto. Alguns foram receptivos, outros nem tanto…

Porém, nem tudo estava perdido. Aproveitando um momento em que o saguão estava mais vazio aproximei-me do estande da AAMPARA e lá estava Rosimere – receptiva…. Sentamos num banquinho e ela ouviu-me atentamente. Eu não sabia, mas Rosi já tinha sido recomendada a experimentar as essências florais por um amigo, grande apoiador da AAMPARA, pai de autista e escritor, Sr. Nilton Salvador. O terreno havia sido preparado por ele. Só faltava semear..

Sr. Nilton nos deixou no ano passado, mas seu empurrãozinho gerou bons frutos para Rosimere, Beatriz e outras famílias de autistas da AAMPARA, do Brasil e do mundo.

A iniciativa de Rosimere, mais uma vez, abriu espaço para beneficiar mais famílias: desta vez, com os florais. Uma escolha que está colocando o Brasil à frente no uso destes produtos inovadores junto ao público autista e semeando esperança com relação à qualidade de vida e desenvolvimento maior das gerações atuais e futuras destes seres tão sensíveis.

No dia 22 de abril, estivemos juntas falando justamente de como as essências florais foram parar na AAMPARA mudando a vida de Rosimere e trazendo, enfim, paz ao sono de Beatriz.

Clique aqui para ouvir e se emocionar com o testemunho de Rosimere:

PS:

Caso você queira contribuir para que a AAMPARA continue com sua linda missão, seguem os dados bancários: AAMPARA – Associação de Atendimento e Apoio ao Autista  – Caixa Econômica Federal , AG 0370 – OP 0003, C/C 1308 -8 ,  CNPJ 08 283.628/0001-53).  www.aamparaautismo.org.br . O pix é o número do CNPJ.

Fique atento para a agenda de cursos! Nos dias 11 e 13 de maio (19:00 às 22:00h ) vou discorrer sobre os aspectos práticos da Terapia Floral no autista. Reserve estas datas!

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O autismo, a pandemia e a Semana Santa – uma questão de CON[S]CIÊNCIA

Um Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo especial, coincidindo com a Sexta-feira Santa de 2021

Neste ano de 2021, a Semana Mundial de Conscientização sobre o Autismo (29 de março a 04 de abril) coincidiu com a Semana Santa e, ainda, com este período em que vivenciamos a pior fase da pandemia do COVID -19 no Brasil.

Hoje, Sexta-feira Santa, 02 de abril, também é o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo e o final da semana de conscientização, 04 de abril, é o Domingo de Páscoa.

Sempre fui de respeitar as coincidências, ou melhor, a chamada sincronicidade. Para mim, o Universo não dá ponto sem nó.

Por este motivo, hoje é um dia ideal para repensarmos a VIDA a fim de desenvolvermos uma maior consciência da nossa “humanidade” como um todo, em comunhão com o próximo e com este planeta.

Que motivos levaram nosso Mestre Jesus a vivenciar tamanho sofrimento? Que ensinamentos Ele nos deixou?

Janela na Catedral de Cromer, Norfolk, na Inglaterra, retratando a Ascensão de Cristo

Há mais de 2000 celebramos sua passagem pela Terra, seu legado de Amor, Tolerância e Compaixão. No entanto, quanto tempo mais levará para colocarmos em prática Seus ensinamentos?

Não basta ter Jesus no coração, exaltarmos seus feitos, se não O tomarmos como exemplo para nossas próprias condutas…

Durante todo este período da pandemia, vimos a intolerância, o ódio, o preconceito, a arrogância, a separatividade e a desigualdade social, dentre outros, crescerem de modo desenfreado. Governantes, políticos, imprensa, cientistas e autoridades de diversas áreas, divididos em suas ideias, cada um querendo impor sua verdade, com relação ao que é certo ou errado, ao que válido ou não, científico ou não, enquanto milhares perdiam/perdem suas vidas direta ou indiretamente em função do vírus.

Onde estão o Amor, incluindo o Amor ao Próximo, a Humildade e a Compaixão? Onde estamos falhando: na CIÊNCIA e/ou na CONSCIÊNCIA?

De modo semelhante, em função deste dia de conscientização sobre o autismo, é importante pararmos para refletimos como estas posturas de intolerância, arrogância com relação a um saber específico, em detrimento dos demais, as polarizações diversas, têm afetado esta comunidade. Que fenômeno é este, presente em todo mundo, que vem impactando a vida de tantas famílias, gerando incertezas diversas quanto ao futuro das novas gerações?

Assim como o agente causador desta pandemia, por mais que tenhamos alcançado um estágio evolutivo avançado na ciência, o autismo ainda é uma condição que desafia a mesma. Até hoje, ninguém consegue afirmar suas verdadeiras causas, sua origem. Não conseguem ou não querem enxergar.

Por outro lado, algumas intervenções terapêuticas, cientificamente aceitas e recomendadas, funcionam para alguns, para outros nem tanto. Cada um é um, com necessidades próprias e conteúdos visíveis e “invisíveis” únicos. Ainda assim, muitos acadêmicos rechaçam outras abordagens terapêuticas por considerá-las sem evidências científicas.  Ou seja, não sabem de fato as causas, mas rejeitam outras áreas do saber que possam somar esforços para trazer esperança, minimizando as incertezas de tantas famílias com relação a um futuro autônomo e funcional de seus filhos.

A Terapia Floral, introduzida pelo médico inglês Dr. Edward Bach, no século passado, têm sido muito útil como intervenção terapêutica complementar às demais existentes e já começa a fazer parte do dia a dia de várias famílias de autistas.

Que postura é esta que a ciência ainda carrega consigo nos dias de hoje? Onde estão o Amor, a Tolerância, a Humildade, a Compaixão e acima de tudo a compreensão da UNIDADE de TODAS as coisas. A Física de Einstein já nos revelou que somos UM. Newton ficou para trás…

Mais uma vez, o que tem acontecido com relação à pandemia também acontece no meio do autismo. O que pode dar certo para alguns pode não “funcionar” para outros. Por este motivo, é importante que cada um tenha a liberdade de escolher o que é melhor para si ou para seus filhos.

Diante deste cenário, me pergunto: o que fizemos em termos de humanidade para que atraíssemos um agente invisível aos nossos olhos, com grande poder de destruição que tem levado tanto sofrimento à população deste planeta, instalando novos costumes, desafiando a ciência e os sistemas de saúde vigentes? Do mesmo modo, o que estamos fazendo em termos coletivos que pode estar por trás desta grande incidência do autismo em todo mundo?

Ah, você é daqueles que acham que a incidência do autismo não está aumentando, que é tudo uma questão da mudança da forma do diagnóstico e do diagnóstico precoce? Bem, sinceramente, eu gostaria de concordar com você nisto…

No entanto, não é isto que tenho visto nestes últimos anos. De modo similar às perdas de pessoas conhecidas, próximas, devido ao COVID-19, hoje está difícil não conhecermos alguém dos nossos relacionamentos que tenha um filho ou neto dentro do chamado Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).

Meu lado Engenheira, me intriga com esta questão: o que faz com que a incidência do autismo em localidades e/ou países como Hong Kong, Coreia do Sul e Estados Unidos seja tão alta? O que eles têm ou fazem em comum?

Dados recentes colhidos pela empresa Statista revelam taxas de incidência do autismo muito elevadas em Hong Kong, Coreia do Sul e Estados Unidos. Como serão estes índices daqui a cinco anos? E como fica o Brasil neste ranking?

Bem, este site de uma empresa alemã, especialista em estatísticas, traz dados alarmantes. Por uma simples regra de três dá para ter noção do que está acontecendo no mundo. Hong Kong sai em disparada com uma taxa de cerca 1 a cada 27 crianças, Coreia do Sul, 1 a cada 38 crianças e Estados Unidos, 1 a cada 45 crianças – em 2020.

No Brasil, em função de toda a dificuldade para a realização do censo demográfico e as medidas que atingiram o IBGE, ainda levaremos um tempo para ter noção da nossa taxa de incidência. A luta continua…

Como estará a incidência daqui a 5 anos? Vocês já pensaram nisto? O que podemos fazer hoje para as gerações atuais e futuras deste planeta?

Voltando a Jesus e a pandemia, lembremo-nos que, segundo relatos dos seus discípulos, este homem curava com as mãos, com Suas palavras, com Sua presença, mesmo sem ter conhecimento da arte da cura. Ele nos mostrou um caminho em direção ao desenvolvimento do potencial humano maior – como seres divinos…  

No entanto, para tal, nosso Mestre era a própria encarnação do Amor, da Tolerância, da Humildade e da Compaixão…Será que conseguiremos ser mais como Ele, juntando estas qualidades as nossas vidas para caminharmos juntos para um futuro mais fraterno, solidário, altruísta e inclusivo?

Depende de nós…

Boa Páscoa a todos!

Que possamos atuar no mundo com Amor, Sabedoria, Tolerância, Humildade e Compaixão para avançarmos em nossa humanidade !

PS – para saber mais sobre o uso das essências florais junto ao público autista, veja a agenda de cursos e/ou a página referente ao Projeto Jardim Azul

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Florais de Saint Germain: Anis e o grande encontro aquariano

Anis, Florais de Saint Germain, florada durante o período do grande encontro aquariano. A sincronidade cósmica se fazendo presente

Estar atento aos sinais, à sincronicidade, é uma atitude que ajuda a nos sentirmos conectados com o Todo, com Cosmos. Afinal, se nossos ritmos biológicos, ditados pela nossa glândula pineal, obedecem ao dia e à noite, ao Sol e à Lua, à luz e à escuridão, como será a influência dos outros astros em nós também?

Entre os dias 11 e 12 (fevereiro 2021), vivemos um grande encontro de astros no céu, no signo de Aquário. Na verdade, ainda estamos vivenciando um “stellium”, na linguagem astrológica. No entanto, nesses dias, Sol, Lua, Mercúrio, Vênus, Júpiter e Saturno estavam todos em Aquário. A mensagem é clara: é hora de apostarmos no novo, nos aventurarmos naquilo que acreditamos para avançarmos…

O grande encontro de fevereiro de 2021 no signo de Aquário envolveu os astros: Sol, Lua, Mercúrio, Vênus, Júpiter e Saturno. Na imagem, o aguadeiro dos deuses, despejando conhecimento e o símbolo do regente de Aquário, Urano

No entanto, esta não é uma tarefa das mais simples. O regente de Aquário, Urano, está num signo teimoso também: Touro, e num aspecto tenso com Saturno. Não está sendo fácil para ele, vencer o ego da humanidade, acostumado a sistemas de crenças arcaicos, separatistas e preconceituosos nas variadas áreas, que levaram o mundo a este caos que estamos vivendo e, ao mesmo tempo, implantar o novo de forma ponderada.

No entanto, é importante lembrar que a descoberta de Urano (1781), regente de Aquário, causou um “rebu” no mundo científico, físico astronômico, e político social da época. 

Em termos científicos, físico-astronômicos, acreditava-se que o nosso sistema solar ia só até Saturno: último planeta visível a olho nu, o que fundamentava um sistema de crença materialista, saturnino, limitante = “ver para crer”.  Que nada!! Apesar de invisível aos nossos olhos, Urano estava lá, para quem tinha um telescópio potente para ver.

Pelo lado político social, a humanidade clamava por Igualdade, Liberdade e Fraternidade: o famoso lema da Revolução Francesa (1789 – 1799).

O sistema solar, como conhecemos atualmente, com os planetas, invisíveis a olho nu, além de Saturno

Mais de duzentos anos depois, como estamos com relação a estes ideais e sistemas de crença científicos?  Você ainda é daqueles que só confiam naquilo que pode ver, tocar ou medir quantitativamente? Como você se relaciona com o mundo invisível?

Bem, Aquário é o novo, é o não convencional, é a ciência e a tecnologia mas, acima de tudo, é o conhecimento do ser humano como indivíduo em sua totalidade, em sua singularidade, e por tanto, o respeito a nossa diversidade. 

A ciência atual, a física dos séculos XX e XXI, já provou que somos todos UM: ninguém melhor do que o outro, visível e invisível caminhando juntos, ser humano e natureza um só.  A consciência de que somos um com o Todo nos impele a sermos solidários e fraternos em todas as áreas da vida. É chegada a hora de colocarmos esta consciência em prática.

Bem, tudo isso, porque, nesta última semana, as flores do Anis, floral de Saint Germain, começaram a se abrir no meu “pedacinho de céu”. Anis, esta essência que favorece os ajustes entre nossas partes invisível e visível, para que possamos nos lançar na vida sem medo e fazer aquilo que viemos aqui para fazer.

Anis, a essência floral que trabalha os ajustes entre nossas partes invisível e visível, para que possamos nos lançar na vida sem medo, e fazer aquilo que viemos aqui para fazer. Promove arrojo para se soltar na vida.

É hora de caminharmos em direção ao novo!

Observações adicionais – A planta que dá origem ao floral Anis é uma “prima” do manjericão-comum (Ocimum basilicum), família Lamiaceae, gênero Ocimum. Sua classificação botânica está sendo confirmada. Possivelmente, é o popular Manjericão-anis (Ocimum selloi), conhecido também por alfavaca-anis, alfavaca anisada, anis, anis do campo, aniseto, atroveran, alfavaca do mato, originário do Brasil.( https://sabordefazenda.com.br/produto/aniseto/)

Difere totalmente do anis estrelado, Illicium verum, e da Pimpinella anisum embora tenham usos culinários e medicinais semelhantes.

Consulte a agenda de cursos para saber mais!

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2020 – um ano dedicado ao público autista

Minha rápida e inesperada apresentação no Encontro da Associação Britânica de Essências Florais e Vibracionais ficou registrada na edição da primavera de Essence e daria a tônica de todo o meu ano de 2020

Dizem que “Deus escreve certo por linhas tortas”. Definitivamente, creio que este ditado se aplica a todos nós que vivenciamos uma grande reviravolta nos planos que traçamos para o ano de 2020, em função da pandemia do COVID-19. A percepção de que existe algo muito maior, guiando nosso caminho, nunca foi tão clara. Não importa o que tenha sido. Estamos todos sendo redirecionados para o cumprimento do nosso plano divino.

No meu caso, uma temporada prevista de três meses no exterior, para escrita, treinamentos e estudos de campo, foi interrompida bruscamente, em menos de uma semana, com a ameaça do fechamento dos aeroportos, tanto do Brasil como do exterior/Inglaterra. Vivi uma espécie de evacuação de guerra, antecipada por um sonho muito nítido. Com isto, por mais que tenha sido difícil aceitar e acreditar no que estava acontecendo, sabia que teria que voltar para o Brasil, o mais rápido possível. Tampouco teríamos condições de realizar os treinamentos de campo. O mundo estava entrando em “lockdown”. Tanto o Bach Centre como a Healingherbs estavam fechando as portas…

No entanto, minha curtíssima temporada não foi em vão. De tudo que planejei fazer na Inglaterra, terminei fazendo uma coisa que não estava nem prevista e que viria a ser a tônica deste meu ano de 2020 (com certeza, também do restante da minha vida!): fui convidada a falar “de supetão” sobre minha experiência com o uso das essências florais para o público autista, no encontro da Associação Britânica de Essências Florais e Vibracionais (BFVEA), que aconteceu no final de semana, logo em seguida a minha chegada.

Grupo de participantes do encontro da BFVEA, realizado no belo Woodside Conference Centre

Minha fala durou menos de dez minutos. No entanto, foi suficiente para alertar os colegas ingleses sobre a crescente incidência do autismo no mundo e a importância das essências florais como catalisadores para o desenvolvimento maior deste público. Foi emocionante pois, dentre os participantes, havia, pelo menos, cinco pais de crianças autistas, já terapeutas florais, em busca de mais informações sobre o assunto. Depois disto, fiquei rodeada de gente o tempo todo. Deixei o encontro com a promessa de enviar as informações sobre um workshop presencial, que faria sobre o assunto, no início de maio.

Bem, presencial não deu para ser… O fim da minha temporada começou a ser delineado assim que cheguei de volta à casa onde estava hospedada… Europa e Estados Unidos fechando fronteiras, viajantes que não conseguiram embarcar, supermercados com prateleiras totalmente vazias…

Enfim, de volta ao Brasil, e após alguns dias para me recuperar/digerir tudo que eu havia vivenciado neste curto período no exterior, comecei a colocar a cabeça para funcionar…Como poderia ajudar ao próximo sendo idosa/grupo de risco e, ainda por cima, recém chegada do exterior? Como seria o isolamento social para as famílias de autistas, especialmente, as de baixa renda, onde muitas vezes, o espaço é tão limitado?

Antes de embarcar eu havia deixado tudo organizado na AAMPARA para dar continuidade ao tratamento do público lá atendido. Uma nova terapeuta floral, Aline Arboit, havia-se juntado a mim para atender as mães e fazer a ponte entre mim e elas com relação as crianças sob meus cuidados.

No entanto, a AAMPARA também fechou. Os kits de florais ficaram lá. Como iríamos refazer os florais, do público atendido, no período de isolamento? Precisávamos encontrar um jeito de retirar os kits de lá e encontrar um meio seguro de dar continuidade ao atendimento floral. Não podíamos interrompê-lo numa fase tão difícil. Seria possível ajudar outras famílias também?

A preocupação em não interromper o tratamento floral dispensado ao público atendido na AAMPARA, desde 2017, foi o que deu origem ao lançamento da Ação Floral Solidária TEA

Foi quando percebi que era preciso pedir ajuda, juntar parceiros… E aí, numa reunião com Gisele Borges, minha ex-aluna, hoje terapeuta, educadora floral e administradora da farmácia Apparenza, de Curitiba, e Aline Arboit, meu braço direito na AAMPARA, estruturamos a Ação Floral Solidária TEA ( https://cosmosdrops.wordpress.com/acao-floral-solidaria-tea/ )

Após semanas de planejamento e reuniões com as terapeutas florais voluntárias, a Ação Floral Solidária TEA foi lançada no dia 01 de maio.

Os kits da AAMPARA seriam transferidos temporariamente para a farmácia (obrigada, Michele França!!), que se encarregaria de preparar as fórmulas florais indicadas pelos terapeutas. A continuidade do serviço de Terapia Floral prestado de forma gratuita para a AAMPARA estava garantida. Por outro lado, a generosidade dos proprietários da farmácia, nos permitiu estender o tratamento floral, com valores mínimos, a outras famílias de autistas também, , que buscaram ajuda dos terapeutas da ação.

E o workshop que eu daria na Inglaterra? Bem, este foi só sobre os Florais de Bach, em função de sua maior representatividade no mundo. Foi realizado on-line, via plataforma zoom, com a parceria de Solange Carneiro (Land of Reiki & Aroma) juntando terapeutas de diferentes países: Índia, Islândia, Suécia e Reino Unido. Dentre estes, vários são practitioners pelo Bach Centre, incluindo uma professora de nível três, além de algumas colegas que estavam presentes no encontro da BFVEA.

O workshop que seria presencial, terminou vindo para o formato on-line e reuniu terapeutas florais de diferentes países – uma iniciativa pioneira para o público de língua inglesa. Um marco para ancorar esta vertente do legado do Dr. Edward Bach para o futuro

Possivelmente, este workshop foi o primeiro na língua inglesa a abordar este tema – um grande marco deste ano de 2020, promovendo esta vertente do legado do Dr. Bach.

Superamos a interferência de um vendaval que atingiu o Sul do Brasil, num dos dias e, creio que, também a resistência por parte de terapeutas de aplicarem o conceito de liberdade na obra do Dr. Bach. Só tenho a agradecer a todos que participaram e, especialmente, à Sol, Solange Carneiro, pela oportunidade de compartilhar minha experiência: compaixão, conhecimento e liberdade caminhando juntas…

Nosso primeiríssimo workshop sobre o uso dos Florais de Bach para o público autista reuniu terapeutas de diferentes países: Suécia, Índia, Islândia e Reino Unido

Seguem alguns testemunhos:

Well organised and efficient event. A very passionate speaker who shared some interesting perspectives and insight into autism which furthered my understanding of this condition and will help in future contact with these clients.

“Um evento bem organizado e eficiente. Uma palestrante muito apaixonada que compartilhou algumas perspectivas e insights interessantes sobre o autismo que expandiram minha compreensão sobre esta condição e ajudará no contato futuro com esses clientes”

Maggie Evans

Really enjoyed it….. thanks for your experience and inspiration Rosana. Even the wind effects were not too bad, so I didn’t miss anything.

“Eu, realmente, gostei…Obrigada por sua experiência e inspiração, Rosana. Até os ventos não foram tão ruins… de modo que não perdi nada”

Kate Quartermaine

I had an excellent experience with Solange hosting a two days online training. All instructions came through clearly. Despite some technical difficulties, due to weather interference, the training continued with little interruption. Despite the geographical difference between the trainer and the recipients, everything went very smoothly. The content of the training was excellent. I will definitely be returning for more!

“Tive uma excelente experiência com Solange, organizando este treinamento online de dois dias. Todas as instruções vieram claramente. Apesar de algumas dificuldades técnicas, devido à interferência do tempo, o treinamento continuou com poucas interrupções. Apesar da diferença geográfica entre o formador e os participantes, tudo correu muito bem. O conteúdo do treinamento foi excelente. Eu definitivamente voltarei para saber mais!

Emma Nixon

Por outro lado, além das reuniões e supervisões para o time de terapeutas da Ação Floral Solidária TEA, continuei, dentro do meu possível, atendendo os pais que procuraram ajuda via Projeto Jardim Azul. As contribuições que chegaram/chegam para a AAMPARA via o PJA foram/são fundamentais para ajudar a manter as portas abertas da instituição e, em alguns meses, também foram revertidas para a compra de cestas básicas para as famílias mais necessitadas. Sou profundamente grata a algumas mães que decidiram contribuir para a AAMPARA regularmente, e não apenas, por ocasião das mudanças das fórmulas para seus filhos.

Dentro do meu possível, ainda consegui atender algumas crianças via Projeto Jardim Azul

Aproveito para esclarecer que nem sempre dou conta de ver/responder todos os pedidos que me chegam, incluindo pedidos de consultas particulares à distância. Todos os dias, descubro alguém que me enviou uma mensagem por meios que nem sei navegar. Às vezes, descubro mensagens antigas – de meses atrás. Peço desculpas por não chegar a todos e adianto que estou estudando meios de ampliar o atendimento via Projeto Jardim Azul.

Quanto a Ação Floral Solidária TEA, no início deste mês de dezembro fizemos uma “live” para compartilhar seu desempenho. Na verdade, enfrentamos muitos desafios: da oposição por parte de autoridades em autismo, desconhecedores dos princípios e da natureza física dos florais ao comprometimento com o tratamento floral. Veja o vídeo para saber mais: https://youtu.be/-Ae1ukQRSGA

Live da Ação Floral Solidária TEA
Parte do público presente na live

Embora tenhamos alcançado todas as metas traçadas pela ação, ainda há muito o que fazer em termos de informação aos pais e aos demais profissionais que atuam na aérea do autismo. A implantação e a aceitação de um novo paradigma de cura e da abordagem do ser humano em sua totalidade, não se dá de uma hora para outra. É preciso paciência e perseverança.

Esclarecendo o novo paradigma de cura

Ao mesmo tempo, os testemunhos de mães que deram continuidade ao tratamento floral em seus filhos, só nos fazem ter a certeza de que estamos lidando com uma ferramenta complementar maravilhosa para estimular o desenvolvimento do potencial maior do autista de forma segura e natural. Assim, sigamos!

Meu agradecimento especial a todos apoiadores desta ação que viabilizaram a preparação das fórmulas florais em outras cidades/estados contempladas(os):

O uso das essências florais para o público autista é uma prática terapêutica que precisa ser acessível a todos, independente de sua condição financeira. Precisamos colher dados da atuação dos florais nos autistas para que estes possam ser oferecidos de forma igualitária e complementar em ambulatórios e/ou instituições voltadas para este público. A Terapia Floral já faz parte da Política de Práticas Integrativas e Complementares do SUS, no Brasil.  Cabe a nós criar a demanda para este serviço.

Bem, em resumo, 2020 foi o início do resto da minha vida – uma vida cujo propósito maior foi-se configurando aos poucos,  desde o aprendizado de línguas estrangeiras a minha formação em Engenharia Química (invenções)  e na Terapia Floral  – um propósito de levar esperança à famílias de seres sensíveis que vieram para ensinar a humanidade a aceitar/respeitar as diferenças, a ouvir o não dito, a enxergar além do visível e amar infinitamente.

O bom é que a conjunção Júpiter/Saturno em Aquário está aí para que possamos implantar o novo. A Luz sempre vence. Já venceu!

Portanto, que venha 2021, repleto de Luz!

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Bobbie (Evelyn Bach Varney) – a filha do Dr. Edward Bach

Soy Bobbie o presente

A chegada do meu presente – o livro de memórias da filha do Dr.Edward Bach, com comentários dos pesquisadores Eduardo Grecco e Amparo Treig

No final de junho, recebi um presente daqueles inesquecíveis: o livro de memórias da filha do Dr. Edward Bach, com comentários dos pesquisadores Eduardo Grecco e Amparo Treig ( Ediciones Continente, Buenos Aires, 2019) .

Minha maior surpresa foi a rapidez do correio da Suiça para o Brasil, já que sabia que o presente havia sido enviado pela querida amiga Ana Cristina Zeidan, há poucos dias. Cris esteve no lançamento do livro, num congresso, em Barcelona, no final de fevereiro. Como iríamos nos encontrar logo após, tanto na Inglaterra como na Suiça, ela resolveu comprar um exemplar para mim também.

Ana Cristina Zeidan e Rosana Souto

Ana Cristina Zeidan e eu embaixo de um grande carvalho, na Suiça

No entanto, diante de toda reviravolta que vivenciamos em função da pandemia do COVID-19 e o meu retorno súbito para o Brasil, a alternativa para que o livro chegasse as minhas mãos foi o tradicional correio – depois que os aeroportos da Europa reabriram!!

Foi uma grande alegria recebê-lo! Eu estava ávida para ler as memórias de Bobbie.  Desde o início de minha jornada com as essências florais, sabia que o Dr. Bach havia tido uma filha. O livro de Gregory Vlamis, Rescue – Florais de Bach para alívio imediato, lançado pela editora Roca, em 1992, trazia já algumas fotos inéditas dele com ela, do acervo pessoal de Evelyn. Só não sabia que ela tinha escrito suas memórias sobre este pai também.

Ao longo de todos este anos, sempre me perguntei como seria a visão desta filha sobre seu pai, que a deixou para dedicar-se as suas pesquisas médicas, e, do mesmo modo, como teriam sido os bastidores emocionais deste homem, em função desta escolha, para que pudesse atender a um chamado maior.

Por este motivo, chorei muito ao ler as memórias de Bobbie. Sua visão deste pai não é muito diferente daquela de outros filhos de personalidades famosas: cientistas, estadistas, escritores, ativistas, dentre outros – os “pais” e as “mães” do mundo, que se dedicam ou que dedicaram de corpo e alma a um propósito maior, muitas vezes negligenciando sua própria família. Enquanto o mundo louva estes pais, na maioria das vezes, seus filhos lidam com os sentimentos de abandono, rejeição, mágoa, carência, decepção, dentre outros….Tudo que não esteja de acordo com o Plano Divino traçado para estes seres. Com Bobbie não foi diferente…

Suas memórias são entremeadas por comentários de Eduardo Grecco e Amparo Treig que empreenderam uma pesquisa documental minuciosa para contextualizar e esclarecer algumas passagens relatadas por ela. Uma vez que, praticamente, só conviveu com seu pai quando muito pequena, alguns trechos geram dúvidas. Por este motivo, o trabalho de Amparo e Eduardo é/foi fundamental.

No entanto, este livro só foi possível, devido as buscas empreendidas por Gregory Vlamis,  no final da década de 1970, para localizar a família remanescente do Dr. Bach, especialmente, sua filha ( BARNARD, Julian –  After Bach, FRP, 2017 ). Só agora, a neta de Bobbie e bisneta de Edward Bach, Caroline Varney-Bowers, decidiu  liberar as memórias de sua avó ao público maior, via Eduardo e Amparo.

Gregory Vlamis & Bobbie livro Rescue

Rescue, um dos  livros de Gregory Vlamis – o homem que descobriu a filha de Edward Bach e publicou fotos do seu acervo pessoal e outros materiais inéditos sobre o Dr. Bach. Este livro foi publicado em vários idiomas, assim como outro de sua autoria – Remédios Florais de Bach para  animais, uma co-autoria com Helen Graham

Gregory Vlamis é um norte-americano de origem grega.  Foi por meio de um telefonema dele ( Vc é a filha do Dr Edward Bach?), entre 1978-1979, que Bobbie soube que seu pai tinha ficado famoso. Ela e Gregory se corresponderam por muitos anos e trocaram muito material sobre o Dr. Bach.  Foi em função do seu contato com Vlamis que Bobbie decidiu, então, escrever suas memórias. Ele a visitou várias vezes. Gregory também localizou a irmã do Dr. Bach, Mary Hayden, com quem colheu lembranças e arquivos da família de origem.

Quanto a Bobbie, ela passou dos 6 aos 17 anos em internatos, possivelmente um costume comum entre as famílias mais abastadas daquele tempo.  Seus pais, não se sabe ao certo, não moraram juntos por muito tempo.  Correspondia-se regularmente com eles, mas não os via – nem no Natal. Enviavam-na muitos presentes, que ela adorava. No entanto, também não passava férias com eles – sua criação foi totalmente conduzida por professores, tutores e outros.

Soy Bobbie detalhe da capa

Detalhe da capa do livro com Edward Bach e sua filha Bobbie

Depois  que o Dr. Bach não teve mais condições financeiras para pagar sua educação, a família de sua mãe, especialmente, sua avó, assumiu as despesas. No entanto, não deu para ela permanecer até o final da formação. Aos 17 anos precisou deixar o internato, indo morar com a mãe e avó. A última vez que Bobbie viu seu pai, ela tinha entre 13 ou 14 anos. Ele a pegou um dia, num dos internatos que frequentou, para levá-la ao zoológico. Depois, não o veria mais. Só viria a saber de sua morte, em 1936.

O relato de Bobbie é a sua versão deste pai a partir das lembranças de menina e adolescente.  No entanto, sua mãe também foi ausente. Pelo que se deduz, Kitty, não era muito chegada à maternidade nem as funções de uma dona de casa da época. Enquanto Edward Bach mergulhava em sua pesquisa médica, não sabemos como Kitty vivia e suas razões para não conviver com sua filha todos estes anos. Felizmente, a acolheu depois do último internato.

Estranho é o fato de os seguidores de Edward Bach terem ocultado tanto de sua vida pessoal. Com certeza, pode ter tido o objetivo de não macular sua imagem. Até hoje, no Bach Centre, não encontramos praticamente nada sobre sua família de origem (a não ser as menções no livro de Nora Weeks), tampouco sobre seus descendentes e Mary Tabor, que fazia parte do seu time de assistentes. ( Vide: https://cosmosdrops.wordpress.com/2014/11/02/rhona-margaret-tabor-ou-simplesmente-mary-tabor-fiel-colaboradora-de-edward-bach/

Por outro lado, sabemos que Dr. Bach morreu pobre e deixou um testamento, passando para Nora Weeks, não só a responsabilidade pela manutenção de sua obra, mas também todos os direitos sobre a mesma. Nora não deixou herdeiros e, junto ao amigo Victor Bullen, lutou bastante para conseguir fazer a obra do Dr. Bach chegar até nossos dias. Não sei dizer como foram os termos passados por Nora Weeks para seus sucessores, os irmãos Nickkie Murray e John Ramsell, pai da atual curadora Judy Howard.  No entanto,  anos depois de sua morte, os florais de Bach terminariam virando objeto de vendas milionárias e de disputas judiciais acirradas para fazer valer a vontade do Dr Bach quanto a liberdade para a preparação dos seus famosos produtos (BARNARD, Julian –  After Bach, Flower Remedy Programme, 2017). Sem dúvida, os curadores do Bach Centre tiveram e têm seus próprios motivos para não expor o fato de Edward Bach ter  descendentes.

Bach Centre com suas salas museu

Aspecto do Bach Centre com detalhes de suas salinhas “museu”

No entanto, como diz sua bisneta Caroline, “é tempo de permitir que o verdadeiro Edward Bach emerja”. Sem dúvida, o simples fato de Evelyn existir traz uma luz a mais para entendermos o homem e sua obra.

Minha grande admiração por Edward Bach sempre foi por considerá-lo um ser humano como todos nós e, portanto, imperfeito, vulnerável. Seus excessos e escolhas, suas dúvidas, suas dores físicas e emocionais fizeram parte do seu aprendizado terreno e de suas descobertas como médico, ajudando-o a desenvolver seus remédios florais e a filosofia que norteia seu trabalho. Bach foi ao mesmo tempo o doente, o curador, o homem e o sábio.  Por este motivo, ele continua sendo minha inspiração.

Coincidentemente, no final da semana que o livro chegou, Eduardo Grecco iria participar de um evento on-line no Brasil (Summit Floral, organizado por Ana Maria Azevedo Santos, da Wicca Centro de Terapias). A princípio, o tema de sua palestra seria sobre a jornada de Bach, mas ele terminou nos brindando com mais informações sobre a filha do Dr. Bach e seu livro de memórias – um outro presente inesquecível.

Soy Bobbie Eduardo Grecco no Summit floral

O “Maestro” Eduardo Grecco em sua palestra no Summit floral, organizado pela Wicca Centro de Terapias, conduzindo-nos numa reflexão sobre a contribuição de Bobbie  para a obra de seu pai.

Minha gratidão a Eduardo Grecco, Amparo Treig,  a todos que puderam unir, enfim, Bobbie a seu pai, resgatando sua importância para a obra do Dr Bach, e a querida Ana Cristina Zeidan, por fazer chegar a mim suas memórias.

Bobbie morreu aos 98 anos, em 2014. Por meio deste livro, agora sabemos que o Dr. Bach tem netos e bisnetos circulando no Reino Unido: uma forma de honrar sua filha e seus descendentes.

Para aqueles que quiserem conhecer Bobbie e saber um pouco mais como foi esta iniciativa de publicar suas memórias a partir de depoimentos de Eduardo Grecco, Amparo Treig e Caroline Varney-Bowers,  seguem os links de pequenos vídeos disponíveis no Youtube.

Aproveitem!!

 

 

 

P.S – Para aqueles interessados em adquirir o livro, seguem os contatos da Ediciones Continente:

www.edicontinente.com.ar

info@edicontinente.com.ar

 

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Heather (Florais de Bach) – uma essência floral chave para o desenvolvimento maior do autista e para a evolução da humanidade

Heather Rosana Souto 3

As pequenas flores de Heather (Calluna vulgaris)

Heather é um dos florais mais impopulares de todo sistema Bach. Ninguém, de bom grado, quer admitir precisar dele, pois: quem gostaria de se ver retratado na descrição abaixo, fornecida pelo próprio Dr. Bach?

HEATHER  (Calluna vulgaris) – Aqueles que procuram a companhia de quem quer que esteja disponível, porque acham necessário discutir seus próprios problemas com os outros, não importa com quem seja. Ficam muito entristecidos se tiverem que ficar sozinhos, seja por quanto tempo for. (grifos meus)

(Edward Bach – Cura-te a ti mesmo)

Por conseguinte, como pensar que esta essência floral poderia ser útil ao autista, quando uma das áreas comprometidas no chamado Transtorno do Espetro do Autismo, é justamente a interação social, incluindo os déficits na comunicação verbal?

Por este motivo, é importante conhecemos os Florais de Bach e demais sistemas florais profundamente, antes de nos aventurarmos a escolhermos as essências para nós mesmos ou indicarmos para terceiros, principalmente para este público de seres tão sensíveis.

A questão é que toda planta apresenta um equilíbrio perfeito entre sua qualidade de cura sutil e o oposto a esta, ajudando-nos a desenvolver este equilíbrio em nós mesmos.

A pessoa em estado negativo de Heather, tal como apresentado na descrição acima, não consegue ficar sozinho(a), em silêncio, consigo mesmo(a). Precisa ter a companhia constante de alguém para falar, falar e falar, muitas vezes, deixando seu interlocutor tonto. Ninguém gosta de ficar perto de uma pessoa Heather… Ela suga nossa energia e precisa  sempre ser o centro das atenções: seus problemas são os maiores do que os de todos os seres do mundo…

Heather na Escócia Rosana Souto

Heather cresce de Portugal à Escócia e, por onde passa, suga todos os nutrientes do solo

O que as pessoas que agem assim têm em comum com o autista? Ora, o que aproxima o extrovertido do introvertido em demasia é que ambos, de uma forma ou de outra,  sempre terminam sendo o centro das atenções – em qualquer lugar que estejam; no mundo, na família, nas escolas, num relacionamento…. Tudo gira em torno das pessoas “ensimesmadas” ou, de certa forma,  egocêntricas e/ou egoístas – pessoas que querem tudo para si ou são unicamente voltadas para si mesmas, para seus problemas, sem sequer enxergar, escutar ou ajudar ao próximo.

Heather em vaso no Bach Centre

Heather em vaso, no Bach Centre

O autista não têm consciência deste padrão – age em função de seu comprometimento neurológico. No entanto, assim como aqueles no estado negativo de Heather, termina sendo o centro da atenção de todos . Por este motivo, Heather tem sido muito útil para este público também,  favorecendo a interação social dos mais retraídos, o desenvolvimento da fala, a tendência a ecolalia, bem como outros hábitos típicos de um comportamento autocentrado.

No entanto, há uma outra questão que envolve Heather e a grande profusão de seres autistas, vindos nestas últimas décadas. O que eles estão nos mostrando? O que eles têm para nos ensinar – não só em nossos lares, mas em todo planeta?

De que sofre a humanidade? Por que precisamos ficar em casa nesta época do COVID 19? É só por nós mesmos? O que estamos fazendo para o próximo e para o planeta?

Dentre as causas pesquisadas com relação ao aumento do autismo (embora muitas autoridades ainda contestem, até que existe aumento!), está a questão dos fatores ambientais (poluentes do ar e do solo).  O autista de hoje é um tanto diferente do autista de outrora, daí serem enquadrados num espectro de manifestações. Estes seres que vem atraindo a atenção de todos com seu jeito de ser, trazem um ensinamento muito maior para a humanidade – um ensinamento de amor, de respeito à diversidade, de humildade, compaixão e de cuidado ao próximo.

Por este motivo, Heather é a essência fundamental não só para eles, mas para todos nós. É ela que nos ajuda a equilibrar o dar e o receber, o falar e o escutar para acolher não só nossas necessidades, mas as daqueles em sofrimento também. É ela que nos ajuda a desenvolver a compaixão e a solidariedade para com o próximo com vistas a um mundo mais fraterno e justo.

Rosana em meio à Heather Abergavenny

Eu em meio à Heather, nas colinas de  Abergavenny, País de Gales

P.S – Devido à grande sensibilidade do autista, todo tratamento floral precisa ser acompanhado por um terapeuta floral experiente e capacitado para atender este público. A Ação Floral Solidária TEA ou o Projeto Jardim Azul continuam ativos e prontos a atender quem deseja experimentar o que esta terapêutica natural e gentil tem a oferecer ao público autista.

Para aqueles que desejarem aprofundar-se no uso das essências florais para este público, segue o link do meu curso à distância na plataforma da Healing Florais.

https://healing.com.br/loja/cursos/autismo-essencias-florais-na-qualidade-de-vida-de-pessoas-com-transtorno-do-espectro-autista-e-seus-familiares-aborda-sistema-bach-saint-germain-e-california

Para saber mais sobre a abordagem da Terapia Floral no autismo, acesse o vídeo” O uso dos florais na Educação e no Autismo”, na página dos vídeos.

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