Vinte anos de Terapia Floral em Os Seareiros/Núcleo Mãe Maria – uma conquista a muitas mãos

NMM fachada com patrocinadores e coordenadoras da TF no passado e no presente

Uma grande alegria celebrar esta conquista para a Terapia Floral junto a parceiros de tantos anos: Luciana Chammas, Florais de Bach Healigherbs, Neide Margonari e Talita Lazzuri, Florais de Saint Germain, Regina Papp ( coordenadora atual do serviço ) e Rosana Souto, responsável por implantar o mesmo em 1998

Neste ano de 2018, a Terapia Floral no Os Seareiros/Núcleo Mãe Maria completou exatos vinte anos –  vinte anos consolidando o uso dos florais na Educação e seus benefícios para a população da comunidade da Vila Brandina, em Campinas, interior de São Paulo.

Já no início de janeiro, contatei a amiga e ex-aluna, Regina Papp, responsável atual pela Terapia Floral na instituição, para que pudéssemos articular as comemorações. Para minha surpresa, a área da Educação havia passado por uma grande mudança, no final do ano passado, e várias das professoras voluntárias antigas haviam deixado o Núcleo.  O clima era de incerteza com relação a continuidade do trabalho e, especialmente, em como a nova equipe da Educação reagiria à Terapia Floral.

NMM fachada com nova equipe Rosana e Regina

A nova equipe da Educação de Os Seareiros/Núcleo Mãe Maria recebeu a Terapia Floral de braços abertos para esta nova fase do trabalho. Na foto à esquerda, Carmen Botelho com Rosana Souto e Regina Papp.  Na direita: parte da atual equipe com Simone Taulois à esquerda, Anete Pegoraro na ponta direira e Carmen Botelho, dentre outros

Foram meses de expectativa, até que Regina pudesse conhecer e conversar com a nova equipe. Por outro lado, ela também estava bem sobrecarregada com o serviço. Algumas das terapeutas florais voluntárias, por razões diversas, haviam deixado o Núcleo. Assim, este ano letivo começou apenas com Regina e Thais Guzzo, atendendo as crianças, e Gertrud Franzo, atendendo a comunidade em geral… Os desafios que, muitas vezes, a Luz nos traz para o nosso crescimento…

Foi em março de 1998, que implantei a Terapia Floral lá, contando com ajuda fundamental de Arnaldo Apolinário; meus braços direito e esquerdo, e do apoio incondicional das áreas da Educação, na época coordenada por Leonor Chaib e da Saúde, coordenada por Suly Coimbra.

NMM palestra tarde Rosana e Arnaldo

No topo, Arnaldo e eu, esta dupla que há 20 anos deu início à Terapia Floral no Núcleo: apoio e terapeuta. Uma parceria que deu muito certo! Foi emocionante revê-lo e tê-lo como participante da minha palestra na segunda à tarde.

Devido a isto, nossa intenção era fazer a celebração logo no início do primeiro semestre, após minha temporada no exterior. Em função dos muitos feriados, maio foi o mês escolhido – um mês dedicado à Maria, nossa Mãe, que também dá nome ao Núcleo.

De início, seria só uma visita dos nossos parceiros, apoiadores, da Terapia Floral, para conhecer as instalações do Núcleo e conversar com aqueles que fizeram parte desta jornada; Luciana Chammas ( Julian Barnard ), dos Florais de Bach Healingherbs, Neide Margonari e Talita Lazzuri, dos Florais de Saint Germain , Cynthia Asseff, dos Florais da Califórnia ( Patricia Kaminski e Richard Katz ), Áurea Hokama, da farmácia Iris ( recuperação esterilização dos frascos ), dentre outros. No entanto, devido às mudanças na equipe da Educação e, também, na diretoria de Os Seareiros, sentimos a necessidade de fazer algo voltado para este novo momento do Núcleo.

NMM palestra manhã

Nosso grupo da palestra de segunda-feira pela manhã. A minha apresentação aos presentes, feita por Gertrud e Regina, foi muito emocionante: para mim e para elas.

Assim, agendamos também uma palestra comigo, na segunda-feira, dia 07 de maio, pela manhã e à tarde, para os voluntários do Núcleo: atuais e passados. O objetivo era que os mesmos pudessem conhecer um pouco mais sobre a Terapia Floral, sobre as essências florais e as diferentes formas com que elas podem ser empregadas, além da trajetória do serviço no próprio Núcleo, serviço este, que terminou virando referência do uso dos florais na Educação no Brasil e no mundo.

Difícil expressar, em palavras, a emoção que senti em voltar àquela casa e reencontrar pessoas tão queridas, responsáveis pela manutenção do serviço até hoje. Além disto, a receptividade da nova equipe da Educação, a organização impecável dos eventos e as trocas durante as palestras tocaram meu coração profundamente… Por vários momentos, não contive as lágrimas…também por sentir que ali tinha muito mais gente, gente “invisível”, que sempre nos apoiou, e confia, até hoje, neste serviço.

Os eventos da segunda-feira foram muito especiais; felicidade e gratidão tomaram conta de mim. Idem, com relação à visita da quarta-feira.

NMM recepção aos visitantes Ricardo Simone Luciana

Recepção aos visitantes na entrada do Núcleo: Ricardo e Simone Lidington dando as boas vindas à Luciana Chammas e Regina Papp já com Neide Margonari e Talita Lazzuri

O Núcleo estava lindo para receber os visitantes! Foi uma alegria só! As professoras trabalharam com as crianças sobre a Terapia Floral que se sentiram muito orgulhosas em mostrar suas produções de arte. Algumas criaram textos em agradecimento à Terapia Floral.

NMM sala com trabalhos crianças

Os visitantes apreciando os trabalhos e apresentações das crianças

NMM sala com trabalhos crianças 2

No Núcleo, muitas crianças ainda recebem o floral em sala de aula. Alguns também os levam para casa.

Os visitantes tiveram a oportunidade de conhecer as instalações do Núcleo e a forma como a Terapia Floral se encaixa junto à área da saúde. Na verdade, a Terapia Floral sempre foi e é a interface entre Saúde e Educação.

NMM Rosana sala dos arquivos e D Sylvia

Na passagem para compartilhar um pouco da parte de como fazemos o registro da Terapia Floral, não pude deixar de apresentar a nossa querida D. Sylvia Paschoal aos visitantes. Uma das fundadoras do grupo Os Seareiros. D Sylvia sempre foi uma apoiadora da Terapia Floral. Suas idas ao Núcleo eram sempre motivo para muita alegria

Também conheceram, de perto, a salinha da preparação dos florais e a equipe de apoio atual: Rosa Ramos que chegou para ajudar Regina Fálcio e Arnaldo ( que, de vez em quando, ainda põe a mão na massa ! ).

NMM sala florais com Regina Falcio

A equipe de apoio junto aos parceiros da Terapia Floral no Núcleo: Regina Fálcio à esquerda, junto à Luciana Chammas, Rosa Ramos e Arnaldo junto à Talita. Na foto à direita, Regina Fálcio, conversando com Neide e Talita

NMM sala florais com grupo e Arnaldo

Na foto da direita, Arnaldo compartilhando fatos do serviço ao longo destes anos. Na foto superior, Vânia Galvez que coordenou a Terapia Floral por muitos anos, após minha saída, junto à Regina Papp que assumiu o bastão no ano passado.

Após a visita às instalações, nos reunimos na salinha “multiuso” para uma conversa informal e um lance delicioso, com quitutes preparados pelas crianças. Foi a hora das homenagens, de demostrar nossa gratidão pelos nossos apoiadores ( e vice versa! ) e de compartilhar um pouco da jornada de cada um, ali no Núcleo.

NMM aspecto da reunião

Um bate-papo informal  com Ricardo Lidington, de Os Seareiros, e todos nós

NMM homenagem a Luciana Chamas Lu e Rosana

Luciana Chammas( Florais de Bach Healingherbs ) e eu. Luciana sendo homenageada por Gertrud Franzo

NMM homenagem a Talita Lazzuri Regina e Neide Margonari

Talita Lazzuri recebendo homenagem de Regina Papp.  A sintonizadora dos Florais de Saint Germain, Neide Margonari, junto a Regina Papp e Talita Lazzuri

NMM homenagem a Rosana Regina e Luciana

Luciana e Regina. Rosana Souto ( eu ) recebendo a homenagem de Regina Papp.

NMM homenagem a Neide Margonari e entrega de doação

Regina Papp e Ricardo Lidington agradecendo a doação extra dos Florais de Saint Germain para expansão e continuidade do serviço. A pesquisadora Neide Margonari recebendo a homenagem de Maria Arminda Silveira.

Muito emocionada, Gertrud Franzo preparou-nos um presente especial e simbólico daquilo que somos: semeadores, compartilhando as sementes de uma linda flor do seu jardim.

NMM Gertrud e seus sementes

Vania Galvez e Maria Arminda Silveira, compartilharam um pouco de sua experiência em seus anos de Núcleo. Esta última, apresentou brevemente um dos casos objeto de sua monografia de conclusão do Curso de Pós Graduação Lato Sensu de Terapias Complementares em Saúde, da Faculdade Vicentina/Centro Latino Americano de Saúde Integral, de Campinas. É sempre impressionante ver os resultados alcançados com as essências florais quando elas são utilizadas com perícia e compaixão.

NMM apresentação Maria Arminda Silveira

Maria Arminda Silveira compartilhando o caso de uma criança atendida no Núcleo, retratado na na monografia de conclusão do Curso de Pós Graduação Lato Sensu de Terapias Complementares em Saúde, da Faculdade Vicentina/Centro Latino Americano de Saúde Integral, de Campinas.

Representando a diretoria de Os Seareiros, Ricardo Lidington, agradeceu a presença de todos, a parceria ao longo de todos estes anos, e reiterou a intenção da Casa ao apoio incondicional a esta atividade.

NMM reunião grupo com Ricardo e RRR

Por fim, após a manifestação de todos e homenagens, fiz a leitura do tributo enviado por Patricia Kaminski e Richard Katz, da Flower Essence Society ( Florais da Califórnia ) à toda equipe de Os Seareiros/Núcleo Mãe Maria, que sustentaram e sustentam este trabalho até hoje.  Clique nos links para ler o mesmo  (  Carta Patricia Kaminski e Richard Katz pelos 20 anos da TF no NMM portuguêsou em inglês Carta Richard Katz e Patricia Kaminski pelos 20 anos da TF no NMM inglês

E assim, celebramos estes vinte anos de Terapia Floral no Os Seareiros/Núcleo Mãe Maria. Melhor, impossível!

Mais uma vez, agradeço à nova equipe da Educação, pelo carinho com que organizaram estes eventos, junto à Regina Papp e a receptividade à Terapia Floral. Conto com vocês para irmos além nesta tarefa de transformar vidas e oferecer, às crianças e jovens da Vila Brandina, a chance de optarem por um futuro positivo!

NMM quadro os que as flores despertam em nós

As crianças do Núcleo já estão aprendendo que as flores são instrumentos para despertar o melhor em nós

Meu profundo agradecimento também a todos que fizeram e fazem parte desta longa trajetória: Suly Coimbra ( Saúde ),  as ex-coordenadoras da educação: Leonor Chaib e Márcia Rodrigues, as ex-coordenadoras da Terapia Floral que me sucederam: Vânia Galvez e Vânia Grande, a todas as professoras voluntárias parceiras ao longo destes anos, em especial à Neide Mafra, arte-educadora, que ajudou-me a precipitar um método para a educação emocional com as flores de Bach, as terapeutas florais voluntárias ao longo deste tempo: Tereza Diegues, Roseli Almeida, Angelica Barnes, Theka Oliveira, Márcia Martins, Maria Silvia Goffi, Maria Arminda Silveira, Rosi Antunes, Angela Scavone, e as que atuam até hoje, Thaís Guzzo, Gertrud Franzo e Regina Papp, bem como ao pessoal do apoio passado e presente: Ramon Cobra, Inês Cardoso, Tina, Regina Fálcio e Arnaldo Apolinário.

A terapia floral no Os Seareiros/Núcleo Mãe Maria é o resultado do esforço de cada um que por ali passou ou está até hoje, com a ajuda daqueles que acreditaram em nós, nos apoiando nesta causa e/ ou nos inspirando e nos fortalecendo nos momentos mais difíceis.

NMM coração de gratidão

Um novo tempo está a nossa frente. Que possamos ir além com o uso dos florais na Educação!

P.S – agradeço a Rosi Antunes, a Clarissa Nakano de Mattos e a Regina Papp por registrarem estes momentos.

 

 

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Confie na sua intuição – um dos grandes ensinamentos de Steve Johnson – Florais do Alasca

Treinada na Engenharia, por muito tempo, o pensamento linear, lógico e racional foi a minha a base. A Astrologia foi o primeiro saber que iria abalar este sistema de crença cartesiano. Não tinha comprovação científica, mas a leitura do meu mapa astrológico, por um médico cardiologista do Rio de Janeiro, foi tão impactante que levou-me a querer saber mais sobre este assunto. Terminei virando Astróloga também…

Depois veio o Dr Bach, este médico inglês, com seu conceito inovador de saúde e doença e suas essências florais, idem: um produto muito a frente de tudo que eu conhecia, na época, como engenheira química e, até hoje, rechaçado pela comunidade científica.

Steve e Rosana 1995Em 1994, veio o Steve Johnson, pesquisador e produtor dos Florais do Alasca. Aí, meu lado racional, que ainda era muito predominante, desabou.

De início, conforme relatei no post https://cosmosdrops.wordpress.com/2017/03/20/para-steve-com-amor-e-gratidao/ achei estranho ouvir que ele conversava com as pedras, com as flores, com os seres da natureza… No entanto, ele falava tudo de um modo tão verdadeiro e sério, que aquilo começou a ressoar dentro de mim.

A cada curso que eu fazia com o Steve, aprendia mais algumas coisas e ia liberando os preconceitos.

No início de 2006, aconteceu algo que marcaria minha vida para sempre. Ao visitar um grande revendedor de pedras preciosas, no Rio de Janeiro, fui atraída, imediatamente, para uma bancada com pedras de coloração azul celestial. Fiquei encantada. Aquelas pedras, literalmente, me chamaram. Eu não conseguia nem ver as outras pedras direito. Só aquelas. Terminei por comprar uma e ao perguntar ao vendedor o nome, descobri que era uma celestita.

Nossa! Celestita? Uma pedra da cor do céu…Pra quê será que ela serve? Será que o Steve prepara sua essência mineral? Corri para procurar saber sobre aquela pedra e descobri que que sim. Havia uma essência de pesquisa da Celestita. A encomendei na Essências Florais e, assim que ela chegou, comecei a tomá-la.

Steve Celestite

 Celestita – Gentilmente abre a limpa os chakras superiores, nos alinhando com o reino angélico e com o Divino; re- estrutura a visão exterior e interior para vermos claramente o mundo de uma perspectiva espiritual; cura a tristeza resultante da perda e da separação.

Poucos dias depois, tive um sonho tão maravilhoso, com meus guias espirituais, que nunca deixei faltar a Celestita em meu kit.

Na verdade, este episódio da Celestita foi a experiência que eu precisava ter para respeitar e confiar na minha intuição. Depois disto, deixei de questionar ou achar estranho muitas coisas. Hoje, já sei o que é ser chamada por uma planta ou por uma pedra…

Confiar em nossa intuição foi a base de um dos exercícios que o Steve conduziu no último seminário em que estivemos juntos, em 2014, Campos do Jordão. Foi um trabalho em dupla no qual cada participante tinha que selecionar algumas essências para o outro, sem muita conversa ou demora. Os resultados foram incríveis!!

Steve Yellow Dryas

A Yellow Dryas – Dryas drummondii foi a essência escolhida para mim. Dentre outras indicações ela “oferece apoio para aqueles que são pioneiros, nos ajuda a manter o ancoramento com nossa individualidade e com a identidade de nossa família maior, conforme nos movemos através de dinâmicos ciclos de mudança”.

O desafio agora, é passar adiante aquilo que ele nos ensinou não só sobre o Alasca e suas essências, mas também, tudo que remete à validação das funções do hemisfério cerebral direito, onde as coisas não são lineares nem exatas como dois mais dois, mas que promovem o desenvolvimento do potencial maior do homem em harmonia com este planeta.

Steve e Rosana 2011

Steve Johnson & Rosana Souto, 2011 

Mais uma vez, agradeço a você, querido amigo e mestre, por ter nos encorajado a ir além em nós mesmos e a confiar em nossa intuição.

Fique na Luz!

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2018 – A Esperança é Azul

Imagem para A esperança e azul

No centro, a flor Lótus Azul, dos Florais de Saint Germain – “Conquistar é acreditar”

Sendo um ano regido por Saturno, 2017, até que me surpreendeu. Chego ao seu final, com  esperança renovada e cheia de entusiasmo para 2018. Com certeza, a chegada de mais dois netinhos, contribuiu bastante para isto. No entanto, não só os netinhos…

Antes mesmo do nascimento do mais recente, agora em dezembro, eu já me emocionava de alegria e gratidão. Tudo em função dos resultados que venho obtendo com os portadores do Transtorno do Espectro Autista, por meio do Projeto Jardim Azul ( vide: https://cosmosdrops.wordpress.com/projeto-jardim-azul/   ) ou na AAMPARA – Associação de Atendimento e Apoio ao Autista, em Curitiba.

Apesar de estar tudo muito incipiente, os feedbacks das mães são tão encorajadores, que não vejo a hora de adentrar 2018 e dar continuidade a estes serviços: estereotipias que reduziram drasticamente com menos de um mês de uso das essências florais, crianças que pararam de fazer xixi na cama, com o primeiro frasco, ou que começaram a fitar os pais nos olhos e atender pelo nome ao ser chamado, já no primeiro mês, ou a dormir melhor, dentre outros… Tem mãe que já me escreveu, na primeiríssima semana de uso dos florais, relatando mudanças surpreendentes nos padrões de sono e comportamento.

No entanto, não existe nada de milagroso com relação à Terapia Floral. Tampouco, todos reagem de forma positiva no início do tratamento. Cada um é único. As fórmulas são preparadas de acordo com a individualidade de cada ser. Assim, aproveito para ressaltar que, não há nenhum floral “mágico” nem, tampouco, um único floral que trate ou que cure o autismo. Florais não trabalham sintomas nem quaisquer dos chamados transtornos da atualidade. Florais trabalham o Ser, na sua individualidade, seja este uma pessoa ou um animal.

Do mesmo modo, ninguém cura quem não quer ser curado. Como já dizia o Dr Bach, há casos em que o sintoma é ganho de atenção. Assim, é possível que enfrentemos resistências ao longo do tratamento…Resistências diversas – não só por parte daquele que apresenta o sintoma…

Vejo o TEA como um fenômeno e não como um transtorno em si: um fenômeno universal e estes seres como agentes de uma grande mudança paradigmática.

Uma vez que as estatísticas mostram um aumento significativo do mesmo nos últimos 10 anos – em 2007, a Revista Época apontava a taxa incidência de 1 para 300, enquanto que em 2017, ou seja 10 anos depois, a incidência é de 1 para 68 nascimentos ( Revista Veja –  vide https://cosmosdrops.wordpress.com/2017/07/23/autismo-um-novo-mundo-para-todos ), acredito que é necessário expandirmos a forma de olhar para estes seres.  Mais urgente do que ter um diagnóstico, seria nos perguntarmos: o que está se passando com o nosso planeta? O que estes seres têm a nos ensinar? O que temos feito, em termos de humanidade, para aumentar estas estatísticas?

Se formos neste ritmo, em 2027, teremos uma taxa de incidência de TEA altíssima… E aí? O jeito será administrar-lhes medicamentos para controlar a agitação e outros? Continuar rotulando estas crianças como atípicos? Atípicos somos todos nós, visto que cada um é um…

Tenho, pelo menos, três clientinhos, entre os da AAMPARA e do Projeto Jardim Azul, que conseguem ler o alfabeto em inglês – um também em árabe, sem nunca terem aprendido isto nesta vida. Apesar disto, têm uma dificuldade imensa de se comunicar na língua dos seus pais ou do país. De onde vem isto? Quem são estes seres? O que eles têm a nos ensinar? Estas são as perguntas que deveríamos fazer…

Por trás de uma criança diagnosticada com TEA há um mundo novo a ser explorado – um mundo que foge aos paradigmas da ciência vigente e dos tratamentos convencionais.

Os resultados já obtidos com as essências florais, são fortes indícios de que temos um caminho  pela frente a percorrer, para validar estes instrumentos como ferramentas harmonizadoras das novas gerações deste planeta. Vamos pesquisar?

À todas as mães que aderiram a estas iniciativas , especialmente, a Rosimere Benites, da AAMPARA, que abriu as portas da instituição para a Terapia Floral, e a Talita Margonari Lazzuri pela doação dos Florais de Saint Germain, para este serviço, minha profunda gratidão.

Que recebamos 2018 com muita esperança em nossos corações!Projeto Jardim Azul Forget-me-not

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Florais de Saint Germain – Practitioner 2017: um passo além

O grupo do Practitioner Florais de Saint Germain de 2017, na bela escadaria do                         Grande Hotel Águas de São Pedro

Há muito não escrevo no blog. Parece, até, que nada de interessante tenho para contar. Muito pelo contrário. Este período foi tão movimentado que não sobrou foi tempo, mesmo, para compartilhar. Virei, até, avó mais uma vez…

Logo após o último post, descobri uma conferência internacional sobre transtorno do espectro autista, aqui em Curitiba, com várias autoridades entrevistadas pela Revista Veja, e lá fui eu.

A conferência foi só a confirmação de que eu precisava me mexer: achar um jeito de ajudar mais as famílias e as crianças diagnosticadas com este transtorno. Assim, não só decidi criar um projeto on-line, o projeto Jardim Azul ( https://cosmosdrops.wordpress.com/projeto-jardim-azul/ ), como também ofereci-me como voluntária para atuar na AAMPARA ( Associação de Atendimento e Apoio ao Autista – http://www.aamparaautismo.org.br ), após conhecer Rosimere Benites, sua presidente, na referida conferência. Felizmente, fui aceita. Agora, lá estou eu, também,  tentando convencer as mães da importância da Terapia Floral para si próprias e para seus filhos.

Com isto, quem já não tinha quase nada para fazer, resolveu abraçar um pouco mais..

No entanto, meu sumiço não se deveu só a isto. Há muito Talita Margonari Lazzuri, filha da sintonizadora dos Florais de Saint Germain, Neide Margonari, havia-me convidado para fazer parte do time dos professores do treinamento intensivo oferecido a cada dois anos – o Practitioner Saint Germain. Talita queria que eu contribuísse com o estudo das propriedades sutis das famílias botânicas contempladas no sistema. Minha abordagem da família das gramíneas a levou a querer expandir este estudo para outras famílias também. No entanto, os compromissos familiares e profissionais haviam-me impedido de atender seu convite nas versões anteriores do treinamento.

A oportunidade veio agora, após um convite bem antecipado. Tudo de acordo com o plano divino.

Talita Lazzuri e eu junto à sintonizadora do sistema, Neide Margonari

Com isto, desde o início de agosto, passei a dormir e acordar pensando em famílias botânicas e seus arquétipos. Viajava carregando livros de botânica e dos Florais de Saint Germain pra cima e pra baixo. Caminhava observando os exemplares do sistema que encontrava, tentando perceber sua linguagem sutil, seu gestual…Um processo criativo frenético!

No final, tudo deu certo!! Fiquei muito feliz com minhas descobertas e pela oportunidade de mergulhar neste estudo. Também fiquei mais apaixonada pelo sistema, pelas essências que Neide sintonizou. Olhar para elas, a partir de suas famílias botânicas, expande nossa compreensão do seu potencial de cura.

Este treinamento é realizado no Grande Hotel de Águas de São Pedro, em SP – um hotel escola de hotelaria e gastronomia maravilhoso. Imaginem a tentação de não extrapolar nos pratos e sobremesas! Como diria a Eliane Locks, era desafiador…

A fachada do Grande Hotel Águas de São Pedro e o grupo preparando-se para a meditação da rosa

A sala deste ano envolvia-nos com a natureza. Um cenário lindo, com todo conforto e carinho oferecido pelo hotel e pela equipe dos Florais de Saint Germain. O tempo foi dividido entre Valdemar Castro, Eliane Locks, Talita Lazzuri e eu.

A sintonizadora Neide Margonari em meio aos professores desta edição do Practititoner: Eliane Locks, Rosana Souto, Talita Lazzuri e Valdemar Castro. As colegas Celestina Marques Gonçalves e Camila M Jarita Vijaya também nos brindaram com o seu saber

Valdemar expandiu seu material sobre Fisiologia Bioenergética e fez-nos mergulhar neste universo maravilhoso do corpo humano e seus corpos sutis, chacras, órgãos e glândulas, em busca de uma compreensão maior das doenças.  Um professor com uma didática excelente e apaixonado pelo que faz! A cada aula, reuníamos em grupos para refletir sobre algumas doenças, proporcionando momentos de troca importantíssimos.

Aula Prof Valdemar Castro – Fisiologia Bioenergética

Fisiologia Bioenergética – grupos de estudo

Fisiologia Bionergética grupos de estudo e apresentação

Apesar de minha aula ser logo após o almoço, a turma foi muito receptiva aos ensinamentos sobre o estudo arquetípico das famílias botânicas. As aulas proporcionaram momentos mágicos de profunda reflexão. Sempre que o tempo permitia, saímos ao ar livre para observar alguns exemplares ou detalhes das famílias mencionadas.

Aula Prof Rosana Souto – Estudo Arquetípico de famílias botânicas

Prof Rosana Souto – aula externa.

Prof Rosana Souto – aula externa. Observação das sementes do Ipê

Grupo junto ao antigo exemplar de Pau Brasil. Talita Lazzuri e Rosana Souto junto a Curculigum

Além disto, para minha alegria, muitos colegas tiveram lindos insights sobre a essência que escolheram falar em sua apresentação final, em função deste olhar arquetípico das famílias botânicas. Acho que virei uma espécie de musa inspiradora  …rsss

Aula Prof Eliane Locks – Florais de Saint Germain e os Raios Divinos

Eliane Locks trouxe-nos os ensinamentos dos Mestres na prática, lançando mão de alguns casos, para ilustrar as questões da espiritualidade. Suas aulas proporcionaram momentos de discussão e reflexão importantes acerca de circunstâncias que enfrentamos no cotidiano de nossa prática como terapeutas florais. A grande novidade da colega, no entanto, foi a aquisição de um aparelho GDV, que a possibilitará dar continuidade as suas pesquisas com bioeletrografia de uma forma mais ágil. Eliane começou a testar seu novo “brinquedo” ainda no hotel, formando filas entre os participantes e adicionando uma dose extra de trabalho para ela e Talita, após o jantar. Duas queridas!!

Vivências de Terapia Artística com Talita Lazzuri – argila

A sintonizadora Neide Margonari também participou das vivências de Terapia Artística conduzidas por Talita Lazzuri

Por sua vez, Talita, quase não teve tempo para realizar as vivências da terapia artística. Teve que negociar o tempo com todos nós e, especialmente, com Valdemar. No entanto, o que ela nos proporcionou foi um mergulho em nós mesmos, na nossa essência e passado, colocando a mão, literalmente, na massa, ou melhor, na argila.  Ficamos com o gostinho de quero mais!

Terapia Artística – Talita Lazzuri observando os trabalhos junto aos participantes

As colegas, Celestina Marques Gonçalves e Camila Marques Jarita Vijaya também nos brindaram com suas apresentações: Celestina, falando um pouco sobre desenvolvimento espiritual, enquanto Camila, sobre suas pesquisas envolvendo o uso das essências florais e os animais – iniciativas, cada vez mais, importantes para validar as essências florais junto à comunidade científica. Parabéns, Camila!!

Lançamento do livro da colega Maria Teresa Bijos Faidiga

Também tivemos o lançamento do livro da colega Maria Teresa Bijos Faidiga, A Numerologia dos Florais de Saint Germain: um momento emocionante junto à Neide e à Talita, que coroou a determinação de Maria Teresa em cumprir a meta de ter seu livro pronto e publicado para este Practitioner. Parabéns, querida!!

Este ano, os participantes que desejavam atuar como professores do sistema, fizeram curtas apresentações sobre alguma essência ou sobre algum caso. A criatividade rolou alto. Algumas apresentações ficaram para a história do Practitioner. Parabéns, turma!

Enfim, vivemos dias de muitos reencontros de alma, aprendizados profundos, comida maravilhosa, natureza, fraternidade, tudo isto proporcionado pela organização impecável da equipe dos Florais de Saint Germain e da hospitalidade do Grande Hotel Águas de São Pedro.

Hoje, há um mês do término do Practititoner, já estamos em Ubatuba para o próximo passo – Módulo Conexão.  E vamos a mais reencontros e aprendizado junto a natureza pungente da Mata Atlântica.

Até mais!

P.S – as fotos são de Talita Margonari Lazzuri e Elaine Reginnaldo. Gratidão!

 

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Autismo – um Novo Mundo para todos

Capa Revista Veja Autismo com teste

A capa de Revista Veja desta semana e o teste de verificação simplificado

Surpreendendo os seus leitores, a capa da revista Veja desta semana traz, em destaque, ao invés, de algum assunto do nosso tão conturbado cenário político, a imagem de um menino autista.

Quis a revista trazer à tona, um outro tema para a reflexão: o de um movimento surdino, porém crescente, do grande número de crianças diagnosticadas com o chamado Transtorno do Espectro Autista.

Embora a reportagem traga informações sobre a história, as estatísticas atuais,  as possíveis causas e os avanços em termos do diagnóstico precoce, poucos são os caminhos apontados para ajudar este crescente contingente de crianças e seus familiares. Falar dos benefícios das essências florais, então, nem pensar!

Florais de Saitn Germain Aveia Selvagem Ameixa e Canela

As essências florais são importantes instrumentos para o equilíbrio emocional dos portadores de TEA  e seus familiares. Na foto: Ameixa Selvagem, Ameixa e Canela, dos Florais de Saint Germain

Segundo a revista, uma em cada 68 crianças recebe diagnóstico positivo, enquanto a síndrome de Down, que estamos mais familiarizados, acomete uma em cada 700 crianças. Ou seja, a incidência de casos de TEA  ( Transtorno do Espectro Autista ) é muito maior do que a da Síndrome de Down.

Este número já é tão significativo que, hoje em dia, é quase impossível não termos um caso de TEA na família ou na de amigos próximos. Como isto, o autismo está deixando de ser um assunto tratado mais “as escondidas” e cercado de preconceitos, para ser discutido mais abertamente. Neste sentido, louvo a iniciativa da revista Veja.

No entanto, discordo do título da reportagem – O Novo Mundo do Autismo. Não. Este Novo Mundo é de todos nós. Só quando passarmos a agir a partir da compreensão do Todo, podemos falar de inclusão e agir compassivamente com relação a estes novos seres: seres que enfrentam o grande desafio de encarnar na Terra no início deste milênio. Qual a nossa responsabilidade frente a este fenômeno? O que fizemos ou ainda estamos fazendo para aumentar estas estatísticas?

Green Rose por Rosana Souto

A Green Rose  ( Rosa Verde ) do sistema da Califórnia – floral importantíssimo para estimular o contato com o mundo externo

Estamos ainda muito no início de um novo milênio e, ao invés de apenas buscarmos as causas externas e o diagnóstico precoce, deviríamos, sim, ir atrás do tipo de ensinamento que este fenômeno nos traz. Quem são estes seres e o que eles têm a nos ensinar? Como podemos ajudá-los a desenvolver seu potencial?

Até então, procuramos encaixá-los dentro dos paradigmas vigentes aos quais estamos acostumados e consideramos certos – primordialmente, as funções associadas ao nosso hemisfério cerebral esquerdo. Não. Estes seres nos desafiam a sair de nossa zona de conforto, a confiar na nossa intuição e desenvolver as virtudes humanas da compaixão, da tolerância, da criatividade e do amor fraterno, dentre outras.

Também, estamos “patinando” no que concerne ao entendimento da natureza humana a partir da Física moderna e quântica. Somos um intercâmbio dinâmico entre energia, matéria e Luz; de nossas partes visível e invisível. Também somos um com o próximo e com Universo. O que acontece no Cosmos afeta-nos diretamente. Aceleração dos novos tempos e sensibilidade caminham juntas…Idem no ser humano. Como encaixar isto tudo num minúsculo corpo humano?

O autismo continuará sendo um “claro enigma” até que aprendamos estas lições. É fundamental explorarmos nossas funções humanas e nos abrirmos para receber o que estes seres têm a nos ensinar, por mais difícil que seja. Afinal, o futuro depende das novas gerações. Nós, os mais antigos, somos os instrumentos para ajudá-los na implantação deste Novo Mundo.

Gorse detalhe Portugal

A flor de Gorse, do sistema Floral de Bach – ajuda-nos a manter a esperança em qualquer circunstância

 

P.S – Conheça o Projeto Jardim Azul ( https://cosmosdrops.wordpress.com/projeto-jardim-azul/ )

 

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Ensinando sobre os Florais de Bach na Terrinha – “descobrindo” Portugal

Torre de Belém Lisboa Rosana Souto

A Torre de Belém, em Portugal, foi construída no local de onde partiam as naus portuguesas

Ontem, comemoramos 517 anos do descobrimento do Brasil, por Portugal. Independente, do que a História conta, atravessar todo um oceano, sem saber muito bem onde iria chegar, por si só, já é um fato que requereu muita coragem, determinação, autoconfiança e fé dos nossos patrícios que aqui chegaram.

Monumento aos descobrimentos Portugal

O Monumento dos descobrimentos foi erguido em homenagem aos grandes navegadores portugueses

Nada diferente do que ainda acontece com aqueles que ousam sair de sua zona de conforto para aventurar-se no novo. Que motivos regem este impulso tão determinado? Que características estão presentes nos seres pioneiros?

Alguns são movidos pela ambição, outros pelo idealismo/missão, outros, pela aventura em si – pelo prazer de ir ao encontro do novo. No entanto, a ambição desmensurada povoa a história deste Brasil ex-colônia e nos choca, até os dias de hoje, com as posturas aviltantes daqueles que governam este nosso País – uma herança ancestral que não cabe mais nos paradigmas de um novo tempo.

Por sua característica inovadora, a Terapia Floral, tem um caráter pioneiro e aquele que a pratica, sabe, de antemão, que teremos terrenos a desbravar, muros ou fortalezas para derrubar. Como costumo dizer aos meus alunos, problema nosso que decidimos vir para a Terra neste momento de início de milênio! Tanta coisa a fazer nesta fase de mudança de paradigmas! É muito possível que não vejamos nossos esforços frutificarem ao longo de nossa existência, mas como diria o Dr Bach, se deixarmos este mundo um pouquinho melhor, já terá valido a pena…

Assim, cada um de nós tem o pioneirismo em si. Alguns mais, outros menos. Isto é inerente de quem veio implantar ou ensinar sobre o novo. Aí, imaginem vocês como é ensinar no Velho Continente!

Curso Bach Lisboa 1

Eu, Rosana Souto, desbravando as fronteiras de Bach, em Portugal

Lá, não temos matas a desbravar. Temos muralhas, fortalezas a derrubar. Não são matas nem fortalezas físicas. São alicerces de sistemas de crença erguidos há muito mais tempo que os nossos. Assim, não é uma tarefa fácil. Muito pelo contrário. É uma tarefa hercúlea, semelhante àquela empreendida pelos antigos navegadores. Muito mais fácil, é navegar depois que o caminho já foi descoberto…

Espessura das muralhas Óbidos Portugal

A espessura da muralha e eu lá – Óbidos

Não por acaso, Dr Bach, nasceu, justamente, lá, no Velho Continente, deixando-nos um sistema altamente inovador, atemporal e capaz de derrubar todas as fronteiras para que possamos ver o Todo e atuarmos a partir da Verdade que vem de nossos corações.

No entanto, o que acontece, na Inglaterra e no mundo com relação aos Florais de Bach?

Muralhas na Inglaterra

Muralha na Inglaterra com uma White Chestnut florida ao fundo

Por incrível que pareça, quando lá cheguei em 2011, para participar de uma Conferência Mundial, organizada pela Associação Britânica de Florais e Essências Vibracionais em conjunto com a Aura Soma, estranhei o fato de não haver nenhuma apresentação sobre os Florais de Bach, na mesma. Havia stands que vendiam Florais de Bach de diferentes produtores, mas nenhuma menção significativa ao Dr Bach e seu trabalho pioneiro.

Conferência Mundial do Arco-íris 2011

Na Conferência Mundial do Arco-íris, na Inglaterra, em 2011, não houve uma única apresentação só sobre os Florais de Bach. O artigo sobre o projeto de ensino dos Florais de Bach para crianças foi lançado nesta Conferência, em Essence. Eu estava lá em função disto. Na montagem, Steve Johnson e eu com querida Anna Zee, editora de Essence, na época. No centro, Jan Stewart e Erik Pelham, presidente e vice-presidente, respectivamente, da BFVEA

Fiquei tão indignada que teve uma hora que precisei sair para caminhar e digerir o que eu estava presenciando, ali na terra do Dr Bach.  Posteriormente, descobri que muitos dos terapeutas que trabalham com novos sistemas florais, não trabalham com os Florais de Bach, pelo fato de os considerarem obsoletos. Obsoleto, Bach?!!! Mal podia acreditar!!

No entanto, isto não vigora só na Inglaterra. Em vários outros lugares do mundo, inclusive no Brasil, muitos terapeutas florais, não veem a importância de aprenderem sobre os Florais de Bach.

Por sua vez, muitos terapeutas Bach recusam-se a trabalhar com os novos sistemas, gerando uma grande separatividade no mundo floral. Um atraso de vida!!! Como podemos lidar com Bach, ensinando e fomentando a separatividade?

Em função deste cenário, é que em 2012, palestrei no encontro da BFVEA  ( vide  https://cosmosdrops.wordpress.com/2012/03/16/atualizando-bach-em-glastonbury/), justamente para trazer um novo olhar sobre a obra do Dr Bach. Na verdade, toda esta separação deve-se aquela velha questão da ambição e das inúmeras regras aplicadas à obra do Dr Bach. Pode isto, não pode aquilo, faça assim, faça assado, só existe este produtor “oficial”, todos os outros são falsificados…Como assim? Como por limites na obra de um homem que pregava a liberdade?

Edward Bach e a liberdade

Edward Bach foi um grande pregador da liberdade. Ele não só escreveu um artigo intitulado “Liberte-se” como, no final de sua obra, em uma de suas últimas palestras, encorajava-nos a exercê-la de todas as maneiras.

 

Para complicar, muitas destas regras ainda são perpetuadas por autoridades, professores e instituições relativas aos florais de Bach, em todo mundo. Está na hora de exercermos nosso poder de discernimento e rever muitos destes pré-conceitos. Já passa da hora de valorizarmos nosso próprio saber e seguirmos a verdade que vem coração.

Estas foram as razões que me levaram a criar o curso: A Arte ( ou Aprenda ) de/a Combinar os Florais que venho ministrando no Brasil desde 2013 e que Regina Barbosa, da Vitalflora, convidou-me para ministrar, nesta temporada, em Portugal. Que desafio!

A turma foi pequena. Dava para sentir a resistência das fortalezas. Há muito, Portugal, sedia um treinamento internacional calcado numa abordagem mais regrada dos Florais de Bach.

Curso Bach Lisboa 2017 grupo

O grupo das valentes pioneiras portuguesas e eu a navegadora 

No entanto, a despeito do número reduzido de alunos, as catarses foram intensas, transformadoras, ainda em sala de aula. Isto é a maior recompensa para aqueles que ousam semear em terras distantes. Do mesmo modo, nada substitui a oportunidade de vivenciarmos estes momentos em conjunto. O insight ou o sonho de um ( a ), beneficiando a todos ( as ).

Minha gratidão à Regina Barbosa, e a todos que ajudaram-me a lançar este novo olhar sobre a obra do Dr Bach, em Portugal. A semente foi plantada. Agora é aguardar o tempo certo para que ela floresça.

Curso Bach Lisboa Rosana com Regina, Nunes e Lina

Eu com Regina Barbosa e Manuel Nunes, da Vitalflora, e a amiga Lina Monteiro

 

P.S – aqui no Brasil, o curso A arte de combinar os Florais de Bach será ministrado em setembro, no final de semana de 16 e 17. Breve, mais informações.

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A primavera Portuguesa e as plantas dos Florais de Bach

Gorse detalhe Portugal

Gorse está por todo lado, aqui em Portugal

Este ano, em função da minha agenda apertada, não consegui encaixar um tempo para ver o despertar da primavera na Inglaterra. Assim, estou aproveitando para matar a saudade das plantas dos Florais de Bach, aqui em Portugal.

Que alegria, encontrar muitas das minhas queridas nesta Terrinha!! Já na saída do aeroporto do Porto, Gorse veio saudar-me nos canteiros das rotundas e ao longo das vias de acesso a este. Sua florada está quase no auge. Algumas vezes, quando o vento bate, já dá para sentir o seu cheiro delicioso. No entanto, ainda falta um pouquinho. O auge de Gorse é na Páscoa, trazendo a mensagem do renascimento, da cura, da nova vida.

E como tem Gorse por aqui! Os portugueses chamam-na de carqueja, que, para nós, brasileiros, é algo totalmente diferente. Na tarde do domingo passado, fui levada num parque que, certamente, o Dr Bach gostaria de ter conhecido.

Gorse em meio a bosque de carvalho corticeira oliveiras e pinheiros

Gorse e Heather em meio a bosque de carvalhos, oliveiras, corticeiras e pinheiros

O local, é uma sala de aula viva da segunda fase de pesquisa dos seus remédios – os 7 auxiliares. Gorse ( tojo ) , Oak ( carvalho ) e Heather( érica ) se misturam em meio a corticeiras, oliveiras ( Olive ) e pinheiros. Como sempre, Heather, aproveita o trabalho de regeneração do solo que Gorse faz, e já começa a despontar entre seus galhos secos. Ainda dá para notar alguns pendões com as flores secas do ano passado. No entanto, a verdadeira Érica, usada na preparação dos florais, custa a vir. Só lá para o final de julho/agosto.  A que vemos agora, em alguns trechos das estradas, é outra.

Heather em meio a Gorse Portugal

Touceiras secas de Heather e pendões florais antigos, junto a Gorse

Se pararmos para pensar nos 7 auxiliares, i.é, na fase intermediária da pesquisa dos Florais de Bach, Portugal, como um todo, seria um bom representante desta, pois: Oak ( o carvalho inglês ), Gorse ( o tojo ) , Heather ( a érica ), Vine ( a videira ) e Olive ( a Oliveira ), crescem profusamente por aqui. Além disto, o país tem boas nascentes ( Rock Water ) e dizem que Wild Oat também viceja por estas terras. Este ainda não tive a oportunidade de conferir.

Aqui, como clima é mais quente e seco, muitos exemplares, que só florescem mais para o final de abril ou maio, na Inglaterra, antecipam sua florada. Tudo é mais rápido! Assim, precisamos estar atentos para perceber as nuances, as diferenças na aparência.

Por outro lado, sou apaixonada pelas oliveiras e não me canso de reverenciar seus exemplares milenares. Suas flores já estão vindo e as videiras estão começando a despertar do seu sono invernal, soltando seus primeiros brotos.

Oliveira milenar na antiga Sé Coimbra

A Oliveira milenar na antiga Sé de Coimbra

Olive botões florais Portugal

Os botões das flores da Oliveira

Vine novos brotos Portugal

A videira despertando do sono invernal

No entanto, aqui na primavera portuguesa, também podemos observar muitas outras plantas/flores dos florais de Bach. A diferença, com relação à Inglaterra é, que, ao invés de estarem no campo, aqui muitas são usadas como plantas ou árvores ornamentais. Como exemplo, Holly ( o Azevinho ), Chestnut Bud e White Chestnut ( botão e flores da Castanheira da Índia ) e, até mesmo, a Hornbeam ( faia ). Esta, estava tão “sofrida” com o clima português que custei a identificá-la. Mas lá estava! Os amentilhos e as folhas plissadinhas não deixavam dúvida.

Chestnut Bud Portugal

Os botões da Castanheira da Índia estão em várias fases

Chestnut Bud Portugal 2

Aqui já dá para ver o pendão floral da Castanheira da Índia, que dará origem ao floral White Chestnut

Hornbeam Portugal

Os amentilhos de Hornbeam com suas cores típicas

Já, no caso da Holly, adorei! Enfim, consegui observar o surgimento dos botões florais. Que bênção!!

Arbusto de Holly em pracinha de área residencial

Aspecto do arbusto de Holly em praça de área residencial

Botões das flores de Holly

Para minha surpresa, o arbusto de Holly estava repleto de botões das flores

Dependendo de onde estivermos, só vamos conseguir observá-las à distância, em propriedades particulares, como é o caso da Noqueira ( Walnut ) ou do Castanheiro Doce, Sweet Chestnut, árvore da famosa castanha portuguesa. Estes, infelizmente, onde estou hospedada, não consegui chegar perto.

Aspecto da copa de uma nogueira Portugal

Copa em formato de leque de uma nogueira ( Walnut ) adulta

Por aqui não vi, Beech ( faia ), embora saiba que há exemplares dela em alguns parques. Do mesmo modo, Wilow ( Salix vitelina ) e a nossa Aspen ( Populus tremula ). Vi alguns exemplares parecidos – um Willow muito próximo e totalmente florido. Idem com relação a Aspen, só que os amentilhos já não estavam mais presentes.

Em Coimbra, encontrei um exemplar de ameixeira, muito parecido com a nossa Cherry Plum. Na verdade, uma variedade muito próxima a ela ( Prunus cerasifera subsp. pissardi ). Maravilha vê-la em flor!

Espécie de Cherry Plum Portugal

Florada de uma “prima” da Cherry Plum

A observação das plantas que dão origem a essências florais é um fator primordial no desenvolvimento maior de um terapeuta floral. Conhecer uma planta é conhecer a si mesmo.

Diferente do Brasil, os colegas portugueses levam uma grande vantagem com relação ao aprendizado sobre os Florais de Bach, mesmo que algumas espécies disponíveis aqui, sejam cultivadas e diferentes. O que importa é a oportunidade de observar e aprender direto com a planta!

Como educadora, minha recomendação é que vocês estejam atentos a estas bênçãos colocadas ao seu redor, para um desenvolvimento maior da Terapia Floral em Portugal e benefício do seu povo.

Rosana na clareira de Gorse Portugal

Gratidão, Portugal!

P.S – conhecer as plantas que dão origem as essências florais também nos ajuda a criar nossas próprias formulações. Selecionar florais para nós mesmos, ou para nossos clientes, requer uma boa preparação do terreno da alma para que suas virtudes possam florescer. Portanto, o trabalho de um terapeuta floral equivale ao de um jardineiro – um jardineiro da alma.

Neste final de semana, 08 e 09 de abril, estarei em Lisboa, ensinando a combinar as essências Bach com base na minha experiência e na linguagem da natureza. Por favor, veja a agenda de cursos para mais informações.

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