Primavera – época de semear

Campo com Hawthorns & Buttercups

Há muito não escrevo; nem no blog nem para os amigos mais íntimos. É  que a primavera, como nos velhos tempos, é época de semeadura. Trabalho árduo para abrir novas frentes para a terapia floral.

Estou satisfeita, mas cansada. Volto para o Brasil para reabastecer- me junto à família e amigos, a tempo de comemorar meu aniversário.

Para vocês terem uma idéia, neste período, além da minha apresentação no encontro da Associação Britânica de florais, ministrei quatro workshops entre Inglaterra e Bélgica, fiz cinco reuniões com autoridades belgas vinculadas à educação e também à igreja. Aproveitei a oportunidade para fazer uma ponte entre o trabalho do Padre José e o padre de uma grande paróquia em Bruxelas. Semeaduras para uma Europa que está em crise e ainda não descobriu o valor das essências florais para ajudar o seu povo a encontrar um novo caminho.

Foi uma correria, para variar. Aqui e também no Brasil. Agradeço à Talita Margonari e ao Padre José ( Joseph Dillon ), por atender as minhas preces urgentes. Está feito. Agora é torcer para que as muitas sementes germinem.

Paralelamente, este início de primavera foi de muita chuva e temperaturas baixas – frio mesmo, que terminou deixando a natureza meio confusa. As flores que ousavam dar o ar da sua graça, muitas vezes não iam para frente, por causa do frio. Foi assim com Larch. Uma florada interrompida…

Só agora, nesta semana, tivemos dias ensolarados e firmes – céu azul e calor de 27o C. Uma benção!! A natureza está feliz e o campo esbanja beleza. As floradas de Hawthorn estão por toda parte, inundando o campo com seu aroma adocicado. As Buttercups cobrem o verde com um tapete amarelo brilhante enquanto as Red Clovers surgem entre elas. Os galhos de Clematis estão em pleno estirão, começando a cobrir os galhos antigos ressequidos. White e Red Chestnut estão ainda em flor e as umbelíferas estão chegando…

Não podia deixar de compartilhar um pouco deste cenário com vocês. Aproveitem! Um grande e saudoso abraço!

A florada de hawthorn fica rosa quando antiga

As flores novas e antigas de Hawthorn

Campo com buttercups

Red clovers surgindo em meio as buttercups

Os novos galhos de Clematis cobrindo os antigos

Campo com capins, White e Red Chestnut

As umbelíferas chegando – Cow parsley

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Rainha Victoria e Príncipe Albert – um amor Bleeding Heart

Uma das prinicpais atrações da Ilha de Wight, na Inglaterra, é a casa de veraneio da Rainha Victoria (1819 – 1901) e do Príncipe Albert (1819 – 1861), conhecida como  Osborne House. Lá, os monarcas costumavam passar, pelo menos, quatro temporadas por ano e era lá, também, que desfrutavam os prazeres da vida familiar com seus nove filhos.

Osborne House - Isle of Wight

Victoria adorava ir para lá. Era seu paraíso, longe das obrigações sociais da vida na corte. Com uma vista estonteante para o mar, Albert escolheu para a casa um estilo italiano, pois o local lembrava-lhe a baía de Nápoles. No entanto, optou por uma casa aconchegante, a despeito de sua grandeza. Os cômodos, apesar de muitos, não são grandes, favorecendo a proximidade da família numerosa.

Vista para a Osborne bay

Lá na Osborne House é possível adentrar um pouco a intimidade do casal. Tal como retratado no filme A jovem Rainha Victoria ( http://www.youtube.com/watch?v=NbDfVVuqjRQ), o amor do casal foi intenso, a despeito de algumas brigas. A casa é testemunha deste grande amor, independente de outros, que a Rainha possa ter desfrutado, após sua viuvez.

Já naquela época, dormiam na mesma cama, coisa que não era muito comum para os antigos monarcas. Despachavam juntinhos, com escrivaninhas iguais, lado a lado – a dele, conservada intacta após sua morte prematura.

No entanto, o que mais me impressionou, talvez até mais do que o hábito de separar as roupas de seu amado,  após sua morte ( como retratado no referido filme ), foi ver a imagem do Príncipe Albert, de olhos fechados, pregada na cabeceira da cama do casal, de modo que sua rainha pudesse saudá-lo todos os dias ao acordar e ao deitar. E foi lá, nesta mesma cama, que Victoria partiu, finalmente, ao encontro de seu tão amado Albert.

Fiquei emocionada. Não tem como não ficar, ao imaginar a intensidade do amor destes dois seres. A morte de Albert foi uma devastação para Victoria…

Coincidentemente, na Osborne House, a Bleeding Heart ( Dicentra formosa ), cresce junto as escadarias do jardim frontal central e em outras áreas da propriedade. Foi a primeira vez que eu a vi num jardim público. Para o turista comum, é mais uma planta a enfeitar os magníficos jardins… mas não para aqueles que conhecem suas qualidades como essência floral. A Bleeding Heart ali, independente de quem a plantou, é um sinal para todos aqueles que sofrem a dor da perda ou da separação de um grande amor. Certamente, ela teria sido um bálsamo para o coração partido da grande rainha Victoria.

A Rainha Victoria e o Príncipe Albert com a Bleeding Heart

Bleeding Heart no jardim da Osborne House

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O aroma de Gorse ( Ulex europaeus ) – versão atualizada

Há alguns meses, a amiga e também professora autorizada da Flower Essence Society, Thais Accioly, andou pesquisando o aroma de Gorse – Vocês sabem dizer algo a respeito disto? Perguntou ela, ao nosso grupo de professoras.

Ruth e eu ficamos na dúvida entre Gorse e a Scotch Broom ( Cytisus scoparius ), floral da Califórnia, ambos da família das papilionáceas. De quem era o aroma, que sabíamos, era delicioso? Pergunta pra lá, pesquisa pra cá…só sei que a Thais terminou recebendo um perfume muito especial de presente de Natal…

Mas afinal, Gorse tem cheiro?

Bem, não resisti ao ver as floradas magníficas deste arbusto, ao longo das rodovias em direção à costa sudoeste aqui da Inglaterra, agora na Páscoa, e fui verificar de perto – bem de pertinho mesmo, tomando o cuidado para não ser espetada. Quem passava, certamente, estranhava…O que esta mulher está fazendo aí, com o rosto colado nesta planta, cheia de espinhos?- deviam perguntar a si mesmos.

É que Gorse tem cheiro sim, mas muuuiiiito discreto. Para sentí-lo temos que colocar o nariz muito juntinho à flor. É um aroma diferente, adocicado, que lembrou-me o da baunilha: muito suave, quase imperceptível.

Mas, parece que a minha busca ainda vai mais adiante. A Thais passou-me uma informação importante, após ler a primeira versão do post. É que ela havia encontrado uma referência  que dizia que Gorse tem épocas de mais ou menos cheiro…

E deve ser isto mesmo. Segundo o novo livro de Julian Barnard, Dr. Bach costumava preparar sua essência floral um pouco antes de Gorse atingir sua florada máxima, um pouco antes de liberar o seu aroma, possivelmente, em meados de abril, ou seja, a partir de agora.

Assim, estas fotos, da semana passada, retratam Gorse neste exato ponto de preparar sua essência floral – com um aroma quase imperceptível, suave… Resta saber, como o aroma se revela com a florada máxima. 

Já com relação a Scotch Broom, pelo menos, o que pude perceber é que seu aroma  faz-se presente já no comecinho da florada. Não foi nem  preciso chegar muito próximo para sentí-lo – um aroma delicioso.

E lá vou eu, como uma abelha, mais uma vez, em busca do aroma maior de Gorse!

A florada de gorse

Gorse close

Eu pertinho de Gorse

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Squirrels don’t eat daffodils! Esquilos não comem narcisos!

Narcisos

One of the first things I have learned from my friend, Vicky, when I arrived in England last year, was that squirrels don’t eat daffodils! This, because I asked her why the daffodils were all around…

Uma das primeiras coisas que aprendi com minha amiga Vicky, quando cheguei na Inglaterra, no ano passado, foi que esquilos não comem narcisos! Isto, por que perguntei-lhe o porquê de tantos narcisos crescerem nas redondezas.

For reasons she couldn’t explain me at that time, squirrels don’t like them or, maybe, they know that daffodils aren’t good for them. (Actually, I have discovered later, that the bulb has a very poisonous alkaloid).

 Por razões que ela não soube explicar-me na época, os esquilos não gostam deles ou, talvez, saibam que os narcisos não lhes fazem bem. (Na verdade, depois eu descobri que o bulbo contém um alcalóide extremamente venenoso).

Therefore, in winter, when they are fasting, they eat many of the other bulbs they can find in the ground – tulips, lilies…except the daffodils.

Desta forma, no inverno, quando estão famintos, eles comem quase todos os bulbos que encontram no solo – tulipas, lírios…com exceção dos narcisos.

Despite their toxicity, the good thing about this  is that the daffodils bulbs sprout every year in the beginning of Spring, covering large areas in the fields with a vibrant yellow &/or white carpet of flowers. A true show for our eyes!

A despeito de sua toxicidade, a coisa boa disto é que os bulbos dos narcisos brotam todos os anos, no começo da primavera, cobrindo grandes áreas do campo, com um tapete de flores amarelas &/ou brancas vibrante. Um verdadeiro espetáculo para os olhos.

Clareira com narcisos 1

Clareira com narcisos 2

Narciso amarelo close

Narciso branco close

Happy Easter everyone!

 Uma Boa Páscoa a todos!

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Nicaragua autoriza todas las Terapias Naturales

Athanor revista ecología vida natural

viaNICARAGUA AUTORIZA TODAS LAS TERAPIAS NATURALES.

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O desabrochar do broto da Castanheira – Chestnut Bud

Há mais ou menos duas semanas as castanheiras da índia estão no seu processo de desabrochar. É possível encontrar árvores onde os brotos já explodiram e outras em que eles estão quase lá. É tudo muito rápido! O broto rompe o lacre resinoso e as folhas palmadas verde-claras, que envolvem o  pendão floral, projetam-se para fora. O broto vem com tudo, trazendo as folhas e as futuras flores! É impressionate!

Mais impressionante ainda, foi a genialidade de Edward Bach que identificou no broto da castanheira a possibilidade de ajudar aqueles cujo pensamento custa a desabrochar. Chestnut Bud é este floral que irá ajudar estas pessoas a desenvolverem todo o seu potencial.   

O desabrochar do broto da castanheira 1 -rompendo o involtório

Chestnut Bud ( Aesculus hippocastanum )

Para os que não tiram todo o proveito da observação e da experiência, e que levam mais tempo que os outros para aprender as lições da vida cotidiana.

Embora uma experiência seja suficiente para alguns, estas pessoas necessitam de mais, às vezes, várias experiências, antes de aprender a lição.

Por isso, para seu pesar, acabam tendo de cometer o mesmo erro, em diferentes ocasiões, enquanto uma observação dos outros poderia evitar até este único erro.

Edward Bach

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O dourado de Willow

O dourado de willow

O dias ensolarados e azuis deste início de primavera aqui na Inglaterra, têm proporcionado um lindo pano de fundo para observar o gestual das copas das árvores, na sua grande maioria, ainda desprovidas de folhas.

Willow, em particular, revelou-se de forma surpreendente. O sol a iluminar sua copa transforma o amarelo-vitelino de seus galhos em dourado, esbanjando beleza.

Um espetáculo único! Confiram!

A copa dourada contrastando com o céu azul

Os brotos de willow

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